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Saúde

Manifestantes protestam pelo Hospital Regional de Araranguá

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Funcionários estão com salários em atraso e faltam medicamentos básicos no hospital

Trabalhadores do Hospital Regional de Araranguá (HRA), familiares, amigos, representantes de sindicatos, de entidades de classe, de estudantes, Igreja Católica, lideranças políticas da região e população em geral, participaram no final da tarde desta segunda-feira, dia 18, de um protesto em favor do hospital. O Ato em Defesa do HRA iniciou por volta das 18 horas e, mesmo com a chuva, cerca de mil pessoas foram para o pátio do hospital participar da manifestação.

Muitas cobranças foram feitas à Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), entidade que administra o HRA e ao Estado de Santa Catarina. Os funcionários do HRA estão com salários em atraso, sem previsão de quando irão receber e o hospital não tem medicamentos e instrumentos básicos para continuar atendendo os pacientes, que atualmente são apenas 11, pois durante o fim de semana houve transferência dos poucos pacientes que ainda estavam no HRA e o número diminuiu mais ainda.

O padre Alírio, pároco da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, foi um dos líderes que tomou o microfone e se manifestou. “São seres humanos que trabalham aqui e a escravidão já acabou faz tempo. Encontro nestes corredores trabalhadores que vêm buscar o pão para suas famílias. Esta empresa que está aqui e o Estado têm que responder pelo que está acontecendo e vocês, trabalhadores, podem contar com a igreja, nós estamos do lado de vocês”, falou

Uma funcionária cobrou a presença do Ministério Público na manifestação e vários trabalhadores falaram sobre as dificuldades financeiras que estão passando, devido ao atraso no salário. Segundo os trabalhadores, as contas estão se acumulando e está faltando comida na casa de muitos. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) entregaram cestas básicas nas casas de alguns funcionários nesta segunda-feira e a população também angariou doações que foram entregues aos trabalhadores durante o protesto.

Alguns acordos foram feitos durante a manifestação:

– Na manhã desta terça-feira, dia 19, uma assembleia extraordinária será realizada na sede da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), com a presença dos 15 prefeitos da região, representantes dos trabalhadores e lideranças comunitárias, sendo que representantes do Ministério Público Estadual serão convidados a participarem;

– Uma caravana, com a presença de lideranças políticas da região, trabalhadores e representantes dos trabalhadores do HRA, líderes comunitários, será organizada para ir até Florianópolis cobrar do Governo do Estado uma posição, referente ao que está acontecendo no HRA;

– Na tarde desta terça-feira acontecerá uma assembleia dos trabalhadores do Hospital Regional de Araranguá, nas dependências da unidade.

O prefeito de Araranguá, Mariano Mazzuco Neto, falou da possibilidade da Prefeitura de Araranguá realizar um convênio com o Estado de Santa Catarina, para realizar o pagamento dos funcionários do hospital. Neste momento sua fala foi interrompida, pois um paciente chegou e todos deram espaço para ele entrar no HRA, às pressas. Mariano voltou a falar e disse que a Prefeitura de Araranguá está à disposição do Estado para realizar o convênio, que permitirá o pagamento dos funcionários, através do município.

Após o ato, no pátio do HRA, os manifestantes seguiram em carreata e passeata por várias ruas da cidade e encerraram o protesto em frente à Câmara de Vereadores de Araranguá.

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