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Segurança

Falso sequestro mobiliza PM e DIC de Araranguá

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Homem simulou próprio sequestro depois de pegar dinheiro do patrão e usar entorpecente

Com medo de ser demitido do emprego e temendo a reação da família após uma recaída, um homem de 31 anos, usuário de drogas, forjou o próprio sequestro, mobilizando as Polícias Civil e Militar de Araranguá.

Tudo começou na tarde de terça-feira dia 09, quando o homem saiu para trabalhar, realizando algumas cobranças para o patrão. Como o funcionário não retornou à empresa no final da tarde, foi entrado em contato com sua esposa, a qual relatou não ter notícias. Mais tarde a mulher recebeu uma mensagem via WhatsApp do suposto sequestrador, exigindo R$ 10.000,00 pela liberdade do marido. Desesperada a mulher comunicou os sogros e a Polícia Militar, que iniciou os trabalhos.

No início da madrugada desta quarta-feira (10), a Polícia Civil foi comunicada do sequestro, momento em que a equipe da Divisão de Investigação Criminal de Araranguá começou a investigação. No decorrer da noite e madrugada o(s) sequestrador(s), diminuía a quantia exigida pelo resgate, até que as mensagens pararam.

No amanhecer desta quarta, o delegado Lucas Fernandes da Rosa, coordenador da DIC reuniu a equipe, momento em que foi comunicado de que a vítima teria sido libertada no Paiquere, em Balneário Morro dos Conventos/Araranguá, e a moto da empresa havia sido abandonada na Plataforma de Pesca Entremares, em Balneário Arroio do Silva.

Rapidamente o delegado e seus agentes foram ao local e conversaram com o homem, que apresentou confusão e versões diferentes ao sequestro. “Na primeira entrevista com a vítima, percebi que a versão que ele apresentava era fantasiosa e no decorrer, ora dia uma coisa, ora outra, afirmando que era um sequestrador, depois dois; não sabia os locais por onde passaram, até que resolveu contar a verdade. O homem forjou o sequestro por medo de perder o emprego e com receio da reação da família”, esclareceu a autoridade policial, salientando que a suposta vítima teria pego aproximadamente R$ 500,00 na cobrança, fazendo uso de cocaína.

Conforme o delegado, o homem vai responder por falsa comunicação de crime e apropriação indébita. A moto da empresa foi recuperada e nesta tarde (10), devolvida ao proprietário.

 

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