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Uma instrução pela vida

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Quando estamos bem fazemos melhor o bem. Com este objetivo o comando do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) convidou a Rede de Proteção à Vida para conversar com os profissionais da área de segurança do Vale do Araranguá.
Segundo o comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Maike Adriano Valgas, há uma busca pelo cuidado com a saúde física, sendo que a saúde mental muitas vezes é deixada de lado. “Os profissionais de segurança lidam diariamente com uma série de problemas, sendo que enfrentam também seus desafios. Precisam que nos preocupemos com eles, assim como se estiverem preparados e bem auxiliarão ainda melhor a população”, destaca o comandante. Inicialmente a ideia do encontro era para os policiais militares e foram chamados os bombeiros, policiais civis, poder judiciário e alguns profissionais da saúde.

A proposta foi aprovada pelos participantes. “A palestra trouxe uma reflexão no sentido que, na condição de agentes de segurança pública, somos cuidadores de pessoas, e para cuidarmos das pessoas devemos estar bem conosco. Outro ponto relevante da palestra que destaco foram as questões dos sinais apresentados pelas pessoas que querem cometer o suicídio e a forma de identificá-los e, por conseguinte, poder levar a essa pessoa a ter condições de reaver a sua própria autoestima”, analisa o comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar em Sombrio, major Luiz Paulo Fernandes.

Os voluntários da Rede de Proteção à Vida apresentaram a entidade e esclareceram sobre a importância de valorizar a vida. Obter conhecimento pode ser importante para analisar a própria vida como ajudar ao próximo. Frases como ‘eu preferia estar morto’, ‘eu não posso fazer nada’, ‘eu não aguento mais’, ‘eu sou um perdedor e um peso para os outros’, ‘os outros vão ser mais felizes sem mim’, são alguns indicativos que a pessoa precisa de ajuda. A psicóloga, Sandra Barros, pontuou a dificuldade que há de perguntar ao outro com verdade sobre como vai, com medo de que realmente tenha que ouvir a resposta, se não estiver legal. “Quando a gente ouve e trabalha com pessoas em depressão sabe que é a pior dor do mundo. Não é uma dor física que possa se medir, mas que é muito difícil de tirar ou de pedir ajuda”.

O palestrante, Jefferson Sotero, citou a diferença que há entre como cada um lida com o mesmo problema. “Ninguém pode impedir que o outro cometa suicídio, se de fato a pessoa realmente desejar cometer, mas pode ajudar a criar caminhos para as soluções de seus problemas. É preciso acolher sem julgar, pois ninguém sabe o que se passa na mente do outro. Precisamos ter autoconhecimento a fim de saber lidar com as questões da vida sem entrar em desespero”.

A Rede

Diversas instituições integram a Rede de Proteção à Vida (RPV) a fim de valorizar a vida e trabalhar a prevenção ao suicídio no Sul de Santa Catarina. Além de prestar atendimento a muitas pessoas e realizar esclarecimentos está aberta a novos voluntários. Quem quiser obter mais informações podem entrar em contato através do e-mail [email protected], no site www.protecaoavida.com.br ou no celular 48 98464 6166 (Roberto).

Fonte: Renata Angeloni/Assessoria de Imprensa

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