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Saúde

Hospital Regional fecha as portas e manifestantes realizam novo protesto

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Nem Pronto Socorro atende mais no HRA desde a meia-noite de sábado

Um manifesto, organizado pela Igreja Católica e pelos trabalhadores do Hospital Regional de Araranguá (HRA), foi realizado na tarde deste domingo, dia 07, no pátio do hospital. Em torno de 700 pessoas participaram do ato, que iniciou às 17 horas com Cleber Cândido, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), padre Alírio, pároco da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, trabalhadores e população se manifestando no microfone.

Cleber lembrou que a greve no HRA iniciou há quase um mês. “Começamos a greve lutando pelos nossos salários e agora estamos lutando pela manutenção de nossos empregos e por recebimento de nossos direitos”, protestou. O diretor do Sindisaúde ainda informou que o HRA está totalmente fechado, desde a meia noite de sábado, segundo ele, por incompetência do Governo do Estado. A confirmação de que nenhum paciente está sendo atendido no HRA pôde ser feita pela imprensa que esteve presente no ato e constatou que a porta do Pronto Socorro do HRA está bloqueada por várias cadeiras empilhadas e escoradas nela.

A também diretora do Sindisáude, Mira Floriano, revelou que atualmente no HRA não tem computadores e nem aparelhagem no bloco cirúrgico. “Não tem nada lá, vocês podem entrar e verão que eu estou falando a verdade”, disse.

Laudevir de Almeida, morador do bairro Policia Rodoviária, de Araranguá, perguntou pelos vereadores e prefeitos da Amesc, que não estavam no manifesto. “Onde estão todos os políticos?”. Neste momento o vereador araranguaense, Paulo Roldão, se apresentou e disse estar envergonhado com a situação do HRA. “A situação do Hospital Regional hoje é vergonhosa para mim e para todos os políticos de família, que vão de casa em casa visitar as famílias e não sabem o que dizer para a população, que depende deste hospital”, lamentou.

Padre Alírio disse que estava no protesto com seus fiéis apoiando os trabalhadores e o hospital. “Estamos aqui apoiando os trabalhadores. Não somos contra uma nova empresa que venha trabalhar, o que queremos é que eles respeitem o trabalhador”, afirmou. O padre ainda fez um questionamento sobre o menino de seis anos, morador do bairro Polícia Rodoviária, que faleceu na sexta-feira, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araranguá. “Quem sabe se nosso hospital estivesse funcionando, esta criança não estaria aqui?”, lastimou. Na sequência o padre pediu um minuto de silêncio, em homenagem ao menino e seus familiares, seguido da oração do Pai Nosso. Após todos os manifestos, por volta das 18 horas, todos fizeram mais uma oração, uma Ave Maria e em seguida deram as mãos, abraçando o Hospital Regional.

Conforme Cleber, a partir desta segunda-feira, os trabalhadores não são mais funcionários do HRA, pois a Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM) entrega a gestão e eles não foram contratados pelo novo gestor, o Ensino e Assistência à Saúde (Ideas). No entanto os trabalhadores continuarão ocupando o prédio do Hospital Regional, até que haja uma solução para a situação dos funcionários. “Nem greve nós vamos poder fazer mais, porque não seremos mais funcionários do Hospital Regional”, ponderou. O diretor sindical ainda falou que na segunda-feira, os trabalhadores estarão desempregados, sem salários, sem o pagamento das rescisões, pela SPDM e sem garantia de contrato, por parte do Ideas.

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