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Polêmica: usuários denunciam falhas e desinformação no estacionamento rotativo
Segundo alguns motoristas, está havendo confusão e muitas dúvidas em relação a troca dos cartões antigos pelos novos
Em funcionamento desde o dia 16 de dezembro do ano passado, o estacionamento rotativo de Araranguá que agora está sendo provisoriamente operacionalizado pela Prefeitura por meio do departamento de Trânsito já está gerando polêmica nas redes sociais e muita reclamação. A denúncia de falhas na troca de cartões antigos pelos novos foi trazida à tona pelo ex-vereador e assessor parlamentar, Rony da Silva. Ele usou as redes sociais para desabafar em relação a experiência que viveu na tarde desta quarta-feira, 08, no centro da cidade, ao tentar estacionar o veículo e pagar com o antigo cartão “laranja”, do período em que o Rotativo ainda era gerido pela Sermog. “Hoje à tarde estive no centro de Araranguá e me deparei com uma situação no mínimo constrangedora. Ao tentar utilizar os antigos cartões do estacionamento rotativo fui informado pelas agentes – que fazem a venda dos novos bilhetes – que aqueles cartões antes comercializados pelas “amarelinhas” não podem ser usados e tampouco trocados no local. É preciso ir até o departamento de trânsito do município, localizado na Prefeitura para “tentar” efetuar a troca. Elas também não souberam me informar se isso é possível. E agora?” questionou.
Rony cobrou mais eficiência da Prefeitura ao divulgar as informações e novas regras do estacionamento rotativo. “Desinformação, falta de respeito com o contribuinte e incompetência administrativa. A Prefeitura Municipal mais uma vez mostrando sua ineficiência na gestão de um simples estacionamento rotativo. Gastos abusivos com mídia e não conseguem propagar uma simples informação de utilidade pública nos veículos de comunicação. Os usuários do serviço estão a ver navios, desavisados, utilizando um serviço que funciona de forma precária” afirmou.
Como usuário do serviço pediu mais respeito para com o cidadão, em especial os idosos que serão os mais afetados com toda essa burocracia. “Sou a favor do estacionamento rotativo bem gerido, que permita um fluxo inteligente e eficiente de veículos nesta área tão importante e nobre para a cidade. Lamento pelos comerciantes e quem precisa utilizar o estacionamento rotativo. Fica a dúvida: incompetência administrativa ou sacanagem proposital?”, protestou.
Como deveria funcionar o Rotativo
O Estacionamento Rotativo Regulamentado Pago, prevê que os motoristas que usam a Área Azul pagarão o preço público de R$ 1,20 por hora, através das cartelas de estacionamento, que serão adquiridas na Secretaria de Finanças, na prefeitura; nas lojas conveniadas da CDL e com os monitores.
O período máximo de estacionamento será de duas horas na vaga. Se ultrapassado este período, o motorista receberá uma notificação para pagamento, equivalente a cinco horas de estacionamento ou, R$ 6 reais.
Se não regularizada em até cinco dias úteis, implicará em autuação de Trânsito do Art.181.XVII do Código Brasileiro de Trânsito o equivalente a multa de R$ 195 reais, mais cinco pontos na carteira.
De acordo com o que foi divulgado pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura na semana de implantação, os cartões antigos da empresa SERMOG não poderiam ser utilizados, mas sim, trocados na CDL por cartões atuais. A mesma informação não está sendo repassada pelos monitores alegam os usuários nas redes sociais.
Segundo o agente de Trânsito, Sandro Xavier, na época, a troca seria simples, “não resultando em valores adicionais”.
Licitação barrada na Justiça
A Prefeitura só está executando o serviço porque o processo licitatório foi barrado pelo Tribunal de Contas do Estado que determinou que o paço municipal suspendesse o processo, alegando irregularidades no edital de licitação.
A notícia foi publicada de forma oficial no Diário Oficial do Tribunal de Contas, no dia 24 de setembro do ano passado. No parecer, o relator Gerson dos Santos Sicca acatou a sugestão de deferimento de suspensão cautelar da Diretoria de Licitações e Contratações (DLC), que analisou os aspectos referentes à admissibilidade da representação feita por uma empresa na Cidade das Avenidas.
A decisão de 10 páginas aponta supostas irregularidades alegadas pela empresa reclamante, e que foram acatadas pelo órgão estadual. O tipo de licitação adotada, a excessiva de qualificação técnica, a ausência de despesas tributárias no cálculo do custeio, a ausência de orçamento na forma de fluxo de caixa, foram objetos da denúncia.






