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Política

Maracajaenses pedem redução salarial de prefeito e vereadores; presidente da Câmara é contra

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Câmara diz que já realiza economia necessária e prefeito diz que está disposto a cortar gastos no Executivo

Desde o começo de abril há uma movimentação no município de Maracajá que visa a redução salarial do prefeito Arlindo Rocha, do vice-prefeito Ademir de Oliveira, e de todos os vereadores. De acordo com um dos organizadores, Gerson Jonatan, a ideia surgiu a partir da pandemia do Coronavírus.

Para o maracajaense, o momento de crise afetou todos os setores e o poder público precisa dar exemplo. “Lançamos o desafio e aos poucos fomos ganhando um respaldo positivo da sociedade. Pensamos que é necessária essa redução salarial dos agentes públicos para que essa economia seja revertida em prol da população que está sendo muito prejudicada com esse período de quarentena, onde a roda da economia está estagnada”, explica.

Segundo o organizador, os líderes do executivo se mostraram favoráveis à redução, já entre os nove vereadores, alguns se mostram resistentes. “Recebemos um retorno importante, porém até agora não surgiu nenhuma proposta concreta de redução salarial, e é isso que queremos e a cidade precisa”, pontua.

Câmara diz que já faz sua parte

O presidente da Câmara de Vereadores de Maracajá, Geraldo Leandro, afirmou que o legislativo já cumpre seu papel. “Na semana passada aprovamos um projeto que trata sobre a devolução de R$ 15 mil mensalmente para a prefeitura para que ela possa atuar no combate ao Coronavírus. Achamos que não é o momento de falar de redução salarial, sendo que já estamos cumprindo nosso dever de casa. O repasse hoje mensal para a Casa é de R$ 110 mil e devolvemos parte deste valor, trabalhando com apenas R$ 95 mil”, detalha.

Para o presidente do legislativo o corte tem que ser feito por parte do Executivo. “O vereador hoje ganha pouco mais de três mil reais e temos comissionados no governo que ganham o dobro disso. A redução precisa ser feita na prefeitura. Se a pandemia continuar e a situação piorar, não temos problema nenhum em reduzir mais gastos, como por exemplo, exonerar nossos cargos comissionados, que hoje são quatro”, detalha.

Câmara funciona como palanque, afirma prefeito

O prefeito de Maracajá Arlindo Rocha afirma que a prefeitura está disposta a cortar gastos, rebatendo o argumento de Leandro.  “Tudo o que é feito para o trabalhador teria que ser estendido pelo servidor público.

Hoje o colaborador comum tem diversas maneiras de manter os seus empregos devido aos incentivos da Medida Provisória; como adiantamento de férias, redução de carga horária e salarial. Atualmente eu posso e já penso em tomar algumas medidas, como a redução do meu salário e do vice-prefeito, bem como de todos os comissionados, além da demissão destes cargos e dos estagiários”.

A arrecadação caiu e isso é preocupante, aponta Rocha. “Mesmo o Governo Federal propondo a manutenção do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do ano de 2019, a situação é delicada. Nossa arrecadação baixou depois de um período de enxugamento da máquina, que resultou num crescimento de 15% de Maracajá no ano passado. Apenas ficamos atrás de Içara, quando o assunto é desenvolvimento”, explica.

Para o prefeito a Câmara não faz a sua parte. “Hoje a Casa Legislativa conta com servidores que são praticamente inativos. Eles estão trabalhando com o limite dos 7% de repasse, que no início era de 5%, e eles aumentaram. Toda terça-feira a Câmara de Vereadores se transforma em um palanque ao invés de ser uma sessão. Os legisladores são pessoas de bem, entretanto, na questão política são retrógrados, fazem politicagem, coisa do passado. Uma prova disso é uma pesquisa de um instituto que aponta que 75% da população não reelegeria nenhum dos vereadores”, conclui o chefe do Executivo.

Apoiam a iniciativa: Arlindo Rocha e Ademir de Oliveira – Prefeito e Vice-prefeito; vereadores: Guilherme Rocha, Prezalino Ramos, Fabrício do Quina, Volnei Rocha.

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