Coberturas
Com araranguaenses na direção, história da Beata Albertina Berkenbrock vira filme
Serva de Deus foi beatificada em 2007 em celebração na Diocese de Tubarão após decreto de Beatificação assinado pelo Papa Bento XVI, no dia 16 de dezembro de 2006
Desde outubro de 2019 a equipe da Companhia Boanova de Cinema Regional, de Florianópolis, dirigida por um cineasta de Urussanga, Luiz Fernando Machado, está preparando o filme Albertina, que conta trajetória da Beata Albertina Berkenbrock. O lançamento acontecerá em uma das datas mais importantes para a Igreja Católica, o Corpus Christi, em 11 de Junho. Os ingressos podem ser adquiridos pelo link: www.blueticket.com.br.
Nesta produção três Araranguaenses estão envolvidos, entre eles, a diretora de arte Sarah Machado; o diretor de fotografia Marx Varmelatti e o cineasta Renan Rocha. A preparação do longa metragem iniciou em outubro do ano passado, com a preparação do elenco. “Esse projeto surgiu a partir de um trabalho de conclusão de curso da minha faculdade de cinema, que tinha uma temática diferenciada, dando ênfase a um projeto cinematográfico independente e regionalizado; foi a partir disso que surgiu a ideia de colocar esse tema em prática e contar a história da Beata Albertina. Iniciamos com cinco diretores, três de Araranguá”, relatou Machado.
O primeiro passo foi a capacitação de uma equipe de atores, conta o diretor. “Montamos em Imaruí uma grande escola para atores, capacitamos inúmeros populares em um treinamento sobre cinema e técnicas importantes e depois partimos para a parte de seleção. Todos esses atores, ou boa parte deles, são da nossa região, já que esse nosso projeto busca a integração popular”, disse.
Além disso, Machado afirma que o filme conta com atores profissionais. “Foram chamados 15 atores para interpretarem os personagens principais. Todo esse elenco foi conduzido a partir de um roteiro montado pelo Chico Caprário, que a partir de livros como: ‘Albertina Berkenbrock, do nascimento à beatificação’ e ‘O que faz aqui essa flor?’, além de entrevistas e pesquisa de campo, estruturaram a história”, relatou.
As cenas foram gravadas durante o mês de janeiro e fevereiro. “Todo esse longa durou mais de cinco meses, mas a gravação iniciou no dia três de janeiro e encerrou em meados de fevereiro. Tivemos que fazer a locação de casas antigas e contamos com o apoio de objetos que hoje fazem parte do museu da história da Beata”, contou o diretor.
Parte do recurso angariado com a venda do material em forma de DVD e pelo link – disponibilizado no dia 11 de junho – será repassado para a Diocese de Tubarão. “Gastamos cerca de R$ 200 mil. O nosso maior apoiador logístico foi a prefeitura de Imaruí; as outras estruturas necessárias obtemos por meio da troca de serviço, onde um mercado por exemplo, nos deu R$ 3 mil reais em compras e produzimos para eles um material de divulgação do local. Todo o recurso arrecadado será destinado para a causa da beatificação de Albertina; esse é o nosso compromisso com a Igreja que desde o princípio nos apoiou, auxiliando principalmente por meio dos padres Auricélio Costa e Sérgio Geremias de Souza”
O longa, que tem 1h45 de duração, estará disponível por um dia em um link coletivo, onde as pessoas podem dividir e assistir quantas vezes quiserem. “Esperamos que esse nosso trabalho auxilie ainda mais no processo de santificação dessa Beata, sinônimo de devoção em Santa Catarina”, finalizou.







