Política
Em meio à crise da pandemia, Câmara de Maracajá propõe compra de sede própria
Proposta é adquirir espaço por R$ 360 mil localizado no Centro do município
Em meio à pandemia do novo coronavírus, a mesa diretora da Câmara Municipal de Maracajá deu entrada em um projeto que visa adquirir uma sede própria para o legislativo municipal. Atualmente a presidência da casa paga um valor mensal de R$ 1.400,00 de locação da sede, localizada na Rua Manoel José da Rocha, no Centro.
O projeto de lei deu entrada na última terça-feira, 19, e está nas comissões para análise. O imóvel de interesse de aquisição fica localizado nas proximidades do atual legislativo. De acordo com Geraldo Leandro, presidente da Câmara, além de dar uma sede para a Câmara, a ideia é beneficiar a Polícia Militar. “Hoje nós temos dois terrenos na Avenida Nossa Senhora da Conceição e vamos doar eles para a corporação, que inclusive tem interesse em construir um posto aqui em Maracajá. Se fossemos fazer uma sede gastaríamos mais de R$ 700 mil, e nessa aquisição vai nos custar R$ 360 mil e mais um valor, que não deve chegar aos R$ 100 mil para as devidas adaptações estruturais”, explicou.
Segundo o vereador essa é uma demanda antiga. “Em mais de 50 anos nunca conquistamos a sede própria, sempre pagamos aluguel. O tanto que pagamos nestes anos todos daria para construir três casas legislativas”, disse.
Questionado sobre a necessidade de aquisição neste momento o presidente afirma que o legislativo já contribuiu com a pandemia do novo coronavírus. “Repassamos R$ 30 mil para a prefeitura no combate ao Covid-19. Além disso o Executivo receberá quase que R$ 1 milhão do Ministério da Saúde. Esse valor investido não será pago de forma totalitária, vamos pagar R$ 200 mil, oriundos de nossas economias, e os R$ 160 mil restantes pagaremos em duas cotas, em janeiro e fevereiro de 2021”, relatou.
Um dos vereadores contrários à proposta é Volnei Rocha (PSL); segundo ele, esse não é o momento. “Minha posição é totalmente contrária; além de ser prédio muito antigo sem acessibilidade alguma, esse não é o momento para comprar e sim para atender quem interessa, que é a vida das pessoas neste momento tão difícil que passamos”, afirmou.






