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Pescadores da região se dizem prejudicados com fiscalização de órgãos ambientais

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Um fato chamou a atenção dos moradores de Balneário dos Conventos, em Araranguá e em Balneário Arroio do Silva. Foi montada uma operação de recolhimento de materiais de pesca em toda a extensão da faixa da areia dos dois municípios, pela Polícia Federal, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA); o fato gerou grande movimentação e chamou a atenção dos populares.

Segundo o presidente da colônia de pescadores Z-24, de Balneário Arroio do Silva, Paulo Marinho, essa ação acontece constantemente e prejudica aqueles que vivem da pesca. “Todos os anos nos meses de abril e maio é a safra da tainha e esses órgãos vêm até os balneários e fazem a apreensão de redes, o corte de cordas e a emissão de multas, por conta de uma portaria estadual nº54/1999 que impede que pesque sobre âncora, onde existe um cabo fixo”.

PAULO DE SOUZA, PRESIDENTE DA COLÔNIA DE PESCADORES DE BALNEÁRIO ARROIO DO SILVA | FOTO: PORTAL AGORA

Segundo o presidente a portaria já foi alvo de debate estadual e federal, mas até o momento nada foi feito e que outras possibilidades já foram ofertadas pelas colônias de Santa Catarina. “Eles pedem que pesquemos com o ‘calão’, que deve ficar ‘estaqueado’ há 100 metros da faixa de areia, porém já relatamos que isso é muito prejudicial, pois fica em uma distância mínima e que pode machucar quem surfa ou se banha; modificamos nossas redes para resolver isso”, destacou Marinho.

O que se pede é uma alternativa. “Queremos que o pescador continue pescando com tranquilidade e com qualidade de vida. A gente vê boa parte dos nossos pescadores abandonando a beira mar e passando necessidades. Hoje temos mais de 300 pescadores filiados, mas nativos são mais de 50, que são os que vivem da pesca artesanal”, afirmou.

COLÔNIA DE PESCADORES DE BALNEÁRIO ARROIO DO SILVA | FOTO: PORTAL AGORA

Prejudicados

Sempre que os órgãos ambientais vêm, é de surpresa. “Ontem, novamente me deparei com viaturas na beira mar, redes cortadas e pescadores multados. Pedimos há anos uma alternativa, mas até agora nada. Temos a âncora ‘mocha’, que foi algo que sugerimos, mas nada”, disse.

Segundo ele a região não tem representatividade política. “Levamos a nossa demanda com diversos deputados, estaduais e federais; fizemos audiências públicas aqui em Arroio do Silva solicitando a adequação da portaria, mas nada mudou. Estamos cansados”.

Encaminhamento

As colônias devem se reunir e fazer um novo diálogo. “Vou falar com as demais colônias e ver se nos unimos novamente para que esses fatos lamentáveis não aconteçam mais”

Tentamos contato

A reportagem tentou contato com a Fundação Ambiental do Município de Araranguá para constatar se sabiam da realidade, já que a força-tarefa começou em Balneário Morro dos Conventos. A autarquia disse que ficou sabendo da ação quando ela já estava em execução.

Procuramos a Policia Militar Ambiental, com sede em Maracajá, que afirmou que não fez parte da operação.

Além destes órgãos regionais, tentamos contato telefônico com a Polícia Federal, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), porém não fomos atendidos.

 

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