Segurança
Angeloni: trecho da BR-101 em que empresário morreu teve 15 acidentes em três anos
Perícia inicial da PRF aponta que ondulações e desníveis na pista, aliados a velocidade excessiva, teriam provocado o acidente fatal no domingo (28)
O trecho da BR-101 em que o empresário Roberto Angeloni morreu em acidente nesse domingo (28) já teve outras ocorrências de trânsito. Ali na área do km 184,7 em Biguaçu, em direção ao Norte do Estado, o limite de velocidade é de 100 km/h.
Segundo o inspetor Luiz Graziano, da PRF (Polícia Rodoviária Federal), nos últimos três anos e meio (de janeiro de 2017 até este mês de junho) foram 15 acidentes com vítimas no trecho do km 184 ao 185,5, em direção ao Norte.
O saldo foi de 13 feridos leves, um ferido grave e dois mortos – sendo um pedestre e o empresário. O acidente com ferido grave ocorreu em abril de 2017, causado por um motorista embriagado.
“Ali [km 184,7] é um trecho que não é perigoso se a pessoa estiver dentro do limite de velocidade”, diz Graziano.
Segundo relatório preliminar, as causas do acidente de Angeloni foram ondulações e depressões na pista aliadas ao excesso de velocidade. A perícia deve ficar pronta em até três semanas.
“Já faz algum tempo que existe esta depressão no local. Esse tipo de adensamento tem que ser corrigido”, avalia o inspetor. Graziano, no entanto, destaca que a velocidade incompatível para o local foi o que causou o acidente.
ANTT aguarda relatório
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) afirmou à reportagem que entrará em contato com a concessionária responsável pela rodovia, a Arteris Litoral Sul, para saber mais detalhes do acidente e se existem os problemas relatados na via.
A agência ainda disse prestar solidariedade à família da vítima, e que com a divulgação da perícia nas próximas semanas, novos detalhes devem ser esclarecidos.
“Conservação constante do pavimento”
A Arteris Litoral Sul reiterou que realiza o monitoramento e conservação constante do pavimento do trecho da BR-101, “em conformidade com as características de geometria e velocidade máxima para a qual foi projetada, que é de 100 km/h”.
A empresa reforçou ainda que o volume diário médio no local é de 25 mil veículos. Também afirma que, neste ano, a empresa registrou outro acidente no local, sem vítimas.
Em relação ao acidente de Angeloni, a concessionária diz que aguarda o boletim de ocorrência lavrado pela PRF.
Fonte: ND+






