Segurança
DIC de Araranguá prende temporariamente 5 pessoas suspeitas de participação na morte de Janaína Gomes
“Jana” como era conhecida, estava desaparecida desde o último dia do mês de junho e o corpo foi encontrado 10 dias depois
Após 17 dias de intenso trabalho e investigação, na tarde desta sexta-feira, dia 17, a equipe da Divisão de Investigação Criminal de Araranguá, coordenada pelo delegado Jair Pereira Duarte, prendeu cinco pessoas suspeitas na participação na morte de Janaína Gomes de 38 anos, mais conhecida como “Jana”, que desapareceu na noite do dia 30 de junho, na Rua Renato Carbonera, no bairro Polícia Rodoviária. O corpo dela foi encontrado 10 dias depois de seu desaparecimento, enterrado em uma cova rasa na localidade de Fundo Grande e estava em adiantado estado de decomposição devido ao tempo, mas foi reconhecido através de exame papiloscópico.
Janaína saiu de casa dizendo para a mãe idosa, que já voltaria, desaparecendo em seguida. Assim que comunicada do desaparecimento, a equipe da Divisão de Investigação Criminal de Araranguá iniciou a investigação, montando um quebra-cabeças que começou antes de seu sumiço, no dia 26 de junho e finalizou hoje (17).
Na manhã do dia 26 de junho, uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar resultou na prisão quatro de membros de uma facção criminosa, no bairro Polícia Rodoviária. Na ocasião foram presos dois homens e duas mulheres e ainda foram apreendidas armas com numeração suprimida e drogas, sendo que parte dos entorpecentes já estavam embalados para a venda. Alguns dos presos foram encaminhados ao presídio e Janaína foi liberada através de decisão judicial.
Quatro dias depois ela volta na casa alvo da investida, onde estavam algumas pessoas, de onde desaparece. Imagens captadas por câmeras de segurança mostram que por volta das 20 horas do dia 30/06, Jana chega ao portão, porém as imagens seguintes não foram captadas, para extinguir provas de sua morte.
No final da manhã do dia 03 de julho os pertences dela como bolsa, documentos, celular e peças de roupas foram encontrados em meio a uma plantação de eucalipto na ARA 227, próximo ao Restaurante Recanto, nas imediações do trevo de acesso às praias. Já no final da tarde do dia 10, um corpo em estado de decomposição foi encontrado enterrado na localidade de Fundo Grande, sendo confirmada a identificação de Janaína Gomes.
“Quando encontramos os objetos e as vestes da vítima, já passamos a investigar como homicídio e no local, havia uma bora suja de barro, não condizente com o local onde foram jogados. De imediato suspeitamos que o corpo estivesse na localidade de Fundo Grande que é conhecido como um local de desova e a equipe da DIC esteve muito próximo de onde o corpo foi encontrado dias depois”, asseverou o delegado.
A DIC acredita que os pertences foram jogados na plantação de eucalipto com intuito de despistar a polícia, sendo o cadáver ocultado no Fundo Grande (que já é conhecido como local de desova de corpos). A motivação, segundo o delegado Jair Pereira Duarte, é que “Jana” foi considerada pela facção como “cagueta”. “Essa é uma das linhas de investigação, contudo no dia da prisão, ela não delatou ninguém e se reservou ao direito de permanecer calada, sendo que um homem assumiu a propriedade de uma arma”, ponderou o coordenador da DIC.
Quando encontrado, o corpo estava nu e por cima foi jogado cal com objetivo de decompor o corpo mais rápido e sem cheiro, porém como choveu muito na terça e quarta (07 e 08) e o corpo ficou submerso, o efeito foi contrário.
Nesta sexta-feira foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no bairro Polícia Rodoviária e cinco mandados de prisão temporária. Durante os trabalhos foram apreendidos uma bolsa de cal, três pás e o veículo que pode ter sido usado para o transporte do corpo de Janaína. Os objetos e o veículo serão periciados.
Hoje foram presos uma mulher de 59 anos, um homem de 54, uma jovem de 18 anos, outra de 21 e seu companheiro de 20 anos. Os homens foram encaminhados ao Presídio Regional de Araranguá.
Ainda conforme o coordenador da DIC, as investigações continuam.









