Segurança
Operação “Armagedom”: quase 170 anos de prisão para 23 réus em sentença por tráfico de drogas
O juízo da 2ª Vara Criminal da comarca de Araranguá condenou, nesta semana, 23 réus a penas que, somadas, alcançaram 167 anos, nove meses e 14 dias de prisão. Dentre os condenados, 19 eram integrantes de associação criminosa voltada para o tráfico de drogas.
Os réus responderam pelos crimes de organização criminosa, tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico. A denúncia foi julgada parcialmente procedente, em menos de um ano e quatro meses apos seu recebimento. Entre os réus, as penas individuais variaram de dois a 11 anos de reclusão.
A investigação do caso foi realizada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá, por meio da chamada “Operação Armagedom”, a qual perdurou desde o início do ano de 2017 até 12 de março de 2019, data em que foi deflagrada a operação e cumpridos diversos mandados de busca e apreensão e prisão em desfavor dos investigados. Diversos bens móveis e imóveis, assim como valores em conta corrente, foram apreendidos ao longo do processo.
Boa parte dos condenados, especificamente aqueles que aguardaram sentença presos, assim permanecerão, mesmo se recorrem da decisão, diante do fundado receio de que soltos, retornem a prática delituosa. Cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça. O processo, que tramitou em segredo de justiça, foi julgado pela juíza Thania Mara Luz, quando ainda exercia a titularidade da 2ª Vara Criminal de Araranguá. A magistrada acaba de ser promovida para a 1ª Vara Criminal daquela comarca.
Operação “Armagedom”
A Operação “Armagedom” foi desencadeada no amanhecer do dia 12 de março de 2019, pela DIC de Araranguá, com objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas, tendo como líder Cristiano Martins Rabello, mais conhecido como “Sentado”, executado a tiros na Estrada Geral da localidade do Campinho, na noite do dia 23 de janeiro do mesmo ano.
Durante os trabalhos coordenados pelo delegado Lucas Fernandes da Rosa, coordenador da DIC na época, foram apreendidas nove armas de fogo, entre rifles, revolveres e pistolas (08 na casa de um único homem), máquina de contar dinheiro, máquina de prensar droga, porções de cocaína e maconha.
Conforme o delegado Lucas, foram dezenove meses de investigação e durante os trabalhos foi apurado que a droga comercializada no Sul de Santa Catarina vinha do Mato Grosso do Sul e era distribuída em Araranguá e região. No período da investigação, os policiais ainda identificaram o transporte de drogas a cada três meses, com cerca de 30 a 40 quilos de pasta de cocaína e crack a cada remessa do Mato Grosso do Sul.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Santa Rosa do Sul, Sombrio, Criciúma, Garopaba e Sete Quedas (MS).






