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Por inércia da gestão Mariano Mazzuco, cemitério Jardim da Paz não poderá realizar novos sepultamentos
O zelador do cemitério Jardim da Paz (novo), no bairro Divinéia, em Araranguá e os coveiros estão sobrecarregados. De sábado (22) até hoje (26), foram sepultadas 13 pessoas. Além da alta demanda para confecção dos túmulos, eles precisam enfrentar a falta de estrutura dada pela secretaria de Obras de Araranguá. O Portal Agora foi ao local e constatou o fato. Hoje, o cemitério possui estrutura adequada somente para duas caixas de sepultamento, que já estão reservadas para dois corpos que serão sepultados nesta quarta-feira. Caso mais falecimentos ocorram hoje ou amanhã, não haverá terrenos nem túmulos disponíveis.
Segundo o zelador, Inácio Florentino, para que novos túmulos sejam construídos, a prefeitura precisa fazer a abertura de ‘ruas’. “Há mais de 15 dias eu estou procurando o secretário de Obras e pedindo que novas ruas sejam abertas para que os pedreiros possam construir novas caixas. Eu já fui quatro vezes na prefeitura e deixei recado, pois o secretário não estava”, disse.
O servidor efetivo disse que está sendo constante a construção de túmulos. “Eu trabalho no cemitério há 35 anos e nunca vivenciamos isso. Ontem, de surpresa, tivemos que construir três caixas; de sábado para cá foram 13”, ressaltou.
Mesmo pagando, prefeitura não resolve o problema
Para quem falece e não conta com um espaço para sepultamento, a prefeitura realiza a venda do terreno para a família, entretanto hoje não é possível, levando-se em consideração que as últimas sepulturas já foram construídas nos últimos espaços disponíveis e a continuidade da área segue desnivelada, sem abertura das ruas, impossibilitando a construção de novos túmulos.
A prefeitura cobra R$ 920,00 pelo terreno. A mão de obra e materiais para a construção do túmulo ficam por conta da família, ao custo aproximado de R$ 900,00.
Problema se arrastará por mais uma semana
Em contato com o secretário de Obras de Araranguá, Welligton Pereira, ele afirmou ter conhecimento da situação. “Existe um projeto feito pelo engenheiro Guilherme Michels e que será entregue para a nossa equipe hoje e organizaremos a execução da rua que divide as sepulturas”.
Questionado sobre o tempo de execução, Pereira afirma que é de uma semana. “Até abrirmos uma rua e colocarmos a lajota vai demorar aproximadamente uma semana”, disse.
O problema é antigo e precisou chegar ao gabinete do prefeito para ser resolvido, informou a responsável pelos cemitérios municipais, Luiza Macedo. “Estou há mais de um ano pedindo a construção dessa rua e precisei relatar o fato ao Mariano para que isso seja resolvido. É inadmissível eu ter que ir ao prefeito para conseguir uma rua no cemitério”.
Se alguém falecer e precisar de sepultura, o jeito é improvisar. “O Inácio [zelador] terá que encontrar uma forma de construir um túmulo por conta dessa lentidão. Essa não é a primeira vez que acontece”, finalizou.









