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Saúde

Covid-19: famílias optam por número reduzido de participantes na ceia de Natal

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O calor chegou e não trouxe consigo o fim do Coronavírus. Ou seja, a pandemia se mantém e as festas de fim de ano também terão que se adequar a ela. A começar pela ceia de Natal, que geralmente é realizada pelas famílias, em um momento de reflexão, renovação e alegria; muita comida, bebida, presentes e pessoas!

Este ano o cenário da Festa Natalina será outro. O número de participantes da ceia deverá ser reduzido. Não por determinação das autoridades, mas pela consciência da população, que não deseja a multiplicação dos casos de contaminação. Não existem regras estipuladas, mas alguns cuidados podem ser tomados, a fim de conter o contágio. “A recomendação é de que não se faça festa. De preferência que o Natal seja apenas com a família. Destacamos mesmo assim distanciamento entre pessoas de 1,5m; uso de álcool gel e que evitem principalmente aglomeração. Nossa preocupação maior é o desrespeito das normas sanitárias e, que 15 a 20 dias após Natal e Réveillon isso venha impactar o sistema de saúde”, declara a secretária de Saúde de Araranguá, Evelyn Elias.

Tal preocupação tem fundamento, uma vez que após o feriado do dia de 02 de novembro e período eleitoral a contaminação cresceu. “Mesmo sem estimativa para esta ocasião, sabemos que sempre que houve aglomeração e flexibilização a taxa aumentou. A exemplo do feriado de finados”, afirma a secretária.

Em respeito às regras e por precaução, algumas famílias já estão se organizando de forma diferente. “Este ano será mais intimista. Apenas a família, sem amigo secreto e à beira da piscina, para melhor circulação das pessoas e ventilação adequada”, relata a advogada, Liziany Veran. “Nossa família não é muito numerosa e passaremos o Natal juntos; pai, mãe, eu, marido e filho. Respeitaremos o distanciamento e faremos videochamada para a família do meu irmão”, destaca a farmacêutica, Mainara Meller Paseto.

“Tínhamos a opção de juntar duas famílias, como fazemos todos os anos, mas por cuidados com minha sogra que tem 76 anos e comorbidades, achamos por bem celebrarmos separadamente”, destaca a advogada Tahiana Cavaller Ronsani. “Na família do meu marido o Natal sempre foi uma grande festa, reunindo mais de 50 pessoas. Este ano, pela primeira vez em 30 anos, não vai ter comemoração. Faremos apenas um jantar com nossos pais e mesmo assim com muita cautela. Realmente estamos todos com medo”, relata a servidora pública, Criseli Ramos Margutti.

Oficialmente não foram divulgadas restrições quanto ao número de pessoas nas residências para as próximas datas festivas.

Na região Sul do Brasil, segundo dados do governo federal, até 15 de dezembro eram 6.970.034 casos acumulados confirmados; 6,067.862 casos recuperados; 719.373 em acompanhamento e 182.799 óbitos.

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