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Segurança

Ossada encontrada nas dunas da Praia da Caçamba em 2020 foi identificada através de DNA na semana passada

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FOTO ARQUIVO: PORTAL AGORA!

Ossada é de uma mulher que desapareceu em 2011

No início da tarde do domingo, dia 12 de julho de 2020, uma ossada humana foi encontrada enterrada nas dunas da Praia da Caçamba, em Balneário Arroio do Silva. Um pescador que tem o costume de ir às dunas observar o mar, encontrou os restos mortais por volta das 12h40min, acionando a Polícia Militar que constatou os fatos. A área foi isolada até a chegada da Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias (IGP) e Instituto Médico Legal (IML).

Na época, o Portal Agora acompanhou com exclusividade os trabalhos dos órgãos de segurança. O IGP com auxílio do detector de metais encontrou dois projéteis de diferentes diâmetros em meio à ossada, provavelmente de calibres distintos. Junto à ossada também foram encontrados um casaco de lã escuro, aparentemente um vestido, uma sandália Crocs de cor roxa e uma prótese dental parcial removível (perereca).

Os restos mortais foram recolhidos e a vítima identificada através de exame de DNA, cujo resultado chegou na semana passada ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Araranguá.

A vítima era Otilia de Lima Gonçalves nascida em agosto de 1979 e moradora de Jacinto Machado. Um boletim de desaparecimento foi registrado em maio de 2011, quando Otilia teria vindo a Araranguá visitar o companheiro que estava recluso no Presídio Regional.

Na época, ele contou que no dia das mães recebeu a visita da mulher com quem tinha quatro filhos. Ainda detido, ficou sabendo dois meses depois que ela havia desaparecido. Ao ganhar a liberdade em maio de 2013, também iniciou buscas para saber o que havia ocorrido, contudo, nenhum pista foi encontrada.

Apesar das buscas entre 2011 e 2020 ela não havia sido localizada e várias diligências policiais foram realizadas.

Após o encontro da ossada no ano passado e com algumas informações, levaram familiares a acreditar que os restos mortais encontrados nas dunas pertenciam à Otilia, sendo feito exame de DNA.

Com a confirmação, familiares se deslocaram ao IML de Araranguá onde a ossada foi liberada. Otilia foi assassinada com disparos de arma de fogo e a Polícia Civil ainda trabalha para tentar elucidar o homicídio.

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