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Ovos deixados por tartaruga-de-couro em Balneário Gaivota não se desenvolveram

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FOTOS: EDUCAMAR

No último sábado (24), após 90 dias de muita espera por pesquisadores, órgãos ambientais e comunidade, foram removidos os ovos da tartaruga-de-couro, Dermochelys Coreacea (nome científico) que fez a sua postura na Praia Valverde em Balneário Gaivota.

Apesar do grande esforço realizado para proteger e aguardar pelo nascimento das tartarugas o desfecho da reprodução não foi o esperado. “Na abertura do ninho foi constatado que os ovos não eclodiram, não havia embriões o que nos leva a acreditar que a tartaruga possivelmente não foi fecundada pelo macho que acoplou com este indivíduo”, explica a bióloga do Projeto Educamar Suelen Santos.

Ainda segundo Suelen, a postura foi realizada dia 23 de janeiro pela espécie que tem um comportamento de fidelidade ao local que faz a reprodução. “Esta mesma tartaruga pode fazer até sete ninhos na região, mas acreditamos que tenha feito dois. Por terem ovos viáveis, se a tartaruga for fecundada no período correto pelo macho teremos a chance ainda de o Sul de Santa Catarina ser área prioritária de reprodução da tartaruga-de-couro.

Foram encontrados 98 ovos viáveis para eclosão e 29 ovos anômalos, que são ovos irregulares. Um segundo ninho feito segue sendo monitorando também em Balneário Gaivota.

Ninho também foi feito em Arroio do Sal/RS

De acordo com o biólogo do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), Maurício Tavares, a tartaruga-de-couro que teve duas desovas registradas em Balneário Gaivota, nos dias 24 de janeiro e 9 de fevereiro, também desovou em Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul.

Em solo gaúcho, fatores como as baixas temperaturas ou, até mesmo, influências externas, humanas ou meteorológicas, como a ressaca marítima que ocorreu no início de fevereiro, ameaçavam o desenvolvimento dos filhotes da tartaruga-de-couro — também conhecida como tartaruga-gigante — que escolheu a praia de Arroio do Sal para desova no dia 12 de janeiro. No entanto, foi o fato dos 85 ovos deixados por ela não terem sido fecundados que inviabilizou a tão esperada eclosão. Os ovos, assim como o cercamento que protegia o local, foram removidos após avaliação conclusiva que ocorreu na manhã do dia 1º de abril.

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