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“Em Araranguá há pessoas querendo escolher qual vacina tomar”, diz coordenadora da Vigilância Epidemiológica
Atualmente em Araranguá há três imunizantes contra a Covid-19 sendo aplicados na população: CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. Mas desde a chegada da vacina da Pfizer no município, alguns araranguaenses têm se negado a receber as vacinas da CoronaVac e AstraZeneca, por acreditarem que são menos eficazes.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vera Lúcia, desde que as vacinas da Pfizer chagaram, diariamente há pessoas se negando a receber o imunizante dos outros laboratórios. “Algumas pessoas chegam aqui para se imunizar e querem escolher o laboratório da sua vacina. Uma média de duas a três pessoas por dia estão exigindo que seja a vacina da Pfizer, e caso não seja aplicada eles simplesmente vão embora sem se vacinar’, relata.
A enfermeira explica que a vacina da Covid-19 não deve ser pensada como um remédio para se proteger individualmente, mas sim uma estratégia coletiva. “Quanto mais pessoas se imunizarem, melhor. O importante é o que nós chamamos de imunidade coletiva ou imunidade de rebanho, porque é só através dela que conseguiremos conter a Covid-19 em Araranguá e a nível de Brasil”.
Um dos perigos da população escolher a vacina tomada – prática já proibida pelo Ministério da Saúde – é a demora. Especialistas alertam para que as pessoas não esperem para serem vacinadas, pois enquanto isso o vírus continua a se espalhar e pode sofrer mutações, como já vem acontecendo.
Eficácia das vacinas
Em janeiro de 2021, a Anvisa autorizou o uso emergencial da CoronaVac e AstraZeneca no Brasil. Em fevereiro, o imunizante da Pfizer foi o primeiro a receber o registro de uso definitivo no país, mas só começou a ser distribuído aos estados no início do mês passado. Desde então, o debate sobre a eficácia das três vacinas tem entrado em evidência.
As maiores variações estão na eficácia geral dos imunizantes. Nela, é calculado a probabilidade de se infectar com o coronavírus, e, geralmente, é com esses dados que a população pressupõe que há baixa efetividade em determinado imunizante. Já que CoronaVac apresenta eficácia geral de 50,39% e a AstraZeneca de 70%, enquanto a Pfizer tem 91%.
Já quando se trata da eficácia para evitar que o indivíduo que contrai a Covid-19 evolua para um caso grave da doença, ou até mesmo morra em decorrência da Covid-19, todas elas apresentam uma imunidade semelhante, chegando a 100% de eficácia nestes casos.
“Seja a Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer, todas as três vacinas oferecidas hoje impedem que o paciente evolua para um caso grave. Depois que começamos a realizar a vacina, há pouquíssimos relatos de pessoas que receberam a segunda dose e que precisaram ser hospitalizadas”, destaca a coordenadora ao ser questionada sobre se há de fato uma diferença entre uma vacina ou outra. “Peço que a população venha se imunizar porque todas as vacinas passaram por estudos e todas elas possuem eficácia. O importante é se vacinar”, finaliza a coordenadora.







