Segurança
Balneário Gaivota: após quase 10 horas de negociação, criminoso é morto e refém é libertada
A segunda-feira, dia 05, foi de intenso trabalho para as Polícias Civil e Militar de Balneário Gaivota e região, como também para a equipe do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e Corpo de Bombeiros Militar. Por volta das 07h30min, Cristiano Amaral Junior, de 28 anos, chegou na casa do ex-patrão, localizada na Rua 11 em Balneário Gaivota, e armado com uma faca, rendeu a mulher de 36 anos e seus três filhos – 2 adolescentes e uma criança.
Toda a área próxima da casa foi isolada durante todo o dia.
Foram quase 10 horas de negociações, com cárcere privado encerrado por volta das 17 horas, com a morte de Cristiano. A mulher, que era mantida refém com uma faca no pescoço, saiu ilesa da ação policial. Os filhos do casal foram liberados ao longo do dia pelo criminoso.
A primeira vítima a ser libertada, ainda pela manhã, foi a filha adolescente do casal. Já por volta das 10h a criança foi liberada. O filho adolescente foi libertado às 13h, permanecendo na mira do bandido a mulher.
Conforme apurado no local, Cristiano é natural de Alvorada, no Rio Grande do Sul, e trabalhou poucos dias com o empresário, sendo demitido por ter envolvimento com drogas e faltar ao trabalho.
Durante as negociações, Cristiano pediu cigarro e comida. Outro pedido, por volta das 13h, foi para conversar com jornalistas que estavam no local. A pedido do BOPE e da Polícia Civil a jornalista Karin Mariana, do Portal Agora, de Araranguá, foi até a frente da casa e por telefone conversou com o sequestrador.
“Me apresentei e perguntei em que poderia ajudar. Ele pediu para dizer que ama a mãe, os irmãos e o filho de 10 anos. Durante nossa conversa disse que o que fez não tinha volta e por isso pediu desculpas à sua família e a do empresário”, contou a jornalista.
Ainda segundo apurado pela reportagem no local dos fatos, Cristiano não queria sair com vida do local. Quando liberou a mulher, por volta das 17h, os policiais ainda tentaram negociar para que se entregasse, momento em que houve um forte barulho. Os policiais jogaram uma granada de efeito moral, mesmo assim Cristino, que estava em um dos quartos, investiu contra os policiais com a faca e acabou morto.
“Os tiros e os estouros aconteceram após a última vítima ser liberada. Ele não queria se render e acabou partindo para cima dos militares, que atiraram. Vamos continuar com as investigações para apurar o que ocorreu para ele manter a família em cárcere privado”, comentou o delegado da comarca de Sombrio, Luís Otávio Pohlmann.
“Infelizmente teve o resultado morte para o marginal. Era algo que não queríamos. Estamos aqui para preservar a vida de todos”, afirmou o tenente-coronel Ronaldo da Silva Cruz, comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Araranguá.













