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Traços da psicopatia | Dr. Ricardo Feliciano
Quando ouvimos a palavra psicopata, vem-nos à mente um maluco com um martelo na mão cometendo atrocidades: um dos aspectos importantes deste texto, é chamar a atenção para o fato da inexistência de monstros.
Na vida real, um psicopata nem sempre é um criminoso, e de fato, possivelmente você já pode ter conhecido alguém que tenha personalidade psicopata, e nunca percebeu.
Pessoas com psicopatia ou sociopatia sofrem de transtornos de personalidade antissocial (TPA). Possuem a habilidade de mentir, trapacear, roubar, manipular e agredir outras pessoas e quando são descobertas, não demonstram remorso pelos danos causados. Aproximadamente 1% a 3% da população em geral podem apresentar características da psicopatia, sendo mais prevalente em homens do que em mulheres.
Estudos demonstram que os traços de psicopatia são perceptíveis desde a infância ou adolescência, como por exemplo a prática de crueldade com animais, agressão, roubos, incêndios, destruição etc.
A psicopatia parece ter causa principalmente genéticas, embora o ambiente no qual o indivíduo se desenvolve, o que também oferece uma parcela de contribuição no desenvolvimento do transtorno, e embora muitos criminosos sejam psicopatas, nem todo psicopata é um criminoso.
Alguns traços chaves para a caracterização da psicopatia:
- Falta de empatia – finge sentimentos para se encaixar nas situações sociais;
- Manipulação;
- Impulsivo e irresponsável;
- Narcisismo;
- Mentira patológica;
- Charme;
- Ausência de remorso;
- Tendência para o tédio – necessidade de altas doses de adrenalina;
- Bullying- sente prazer e exercer poder sobre outros seres;
- Necessidade de poder e controle.
Quanto ao tratamento nos casos de psicopatia, a maior dificuldade é que os mesmos não se identificam com as características acima, julgando seu comportamento normal e não admitindo os traços que possuem estão diretamente ligados à psicopatia, fazendo com que não busquem ajuda psiquiátrica.
Por Dr. Ricardo Feliciano






