Saúde
Como fica a vacinação de adolescentes em SC após polêmica
Santa Catarina vai manter a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19, segundo informou a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) na noite desta quinta-feira (16).
A situação ocorre após a nota divulgada pela Ministério da Saúde, na noite de quarta (15), que muda a regra e recomenda a não imunização da faixa etária para as pessoas que não tiverem comorbidades.
No Estado, a vacinação dos adolescentes prioriza portadores de comorbidades, deficiência permanente, gestantes, puérperas, lactantes e sob medidas socioeducativas. O imunizante utilizado é o do laboratório Pfizer, único autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a faixa etária.
De acordo com a Dive, a decisão foi baseada em posicionamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) que indica a aplicação da vacina em adolescentes, tendo em vista que testes demonstraram alta eficácia e boa segurança da vacina Pfizer neste grupo etário.
Além disso, ainda de acordo com a OMS, evidências sugerem que os adolescentes têm tanta probabilidade de transmitir a Covid-19 quanto os adultos.
Durante a reunião, o superintendente de vigilância em saúde, Eduardo Macário, destacou que a vacinação dos adolescentes é necessária, importante e que não existe nenhuma contraindicação de vacinação deste público com doses da vacina Pfizer.
“Apesar dos adolescentes terem menor probabilidade de evoluir para formas graves da doença e até mesmo morrer por Covid-19, dados do Ministério da Saúde demonstram que, somente em 2021, ocorreram aproximadamente 1.300 óbitos de crianças e adolescentes no Brasil decorrente da Covid-19″, assinala o superintendente.
“Além disso, a vacinação deste público é essencial para que haja controle da circulação do vírus e também para prevenir que os jovens, caso acometidos pela doença, carreguem sequelas da Covid-19 por toda a vida”, completa.
Entenda a situação
Pela recomendação do Ministério da Saúde, a vacinação de adolescentes deve ficar restrita a três grupos: aqueles com deficiência permanente, com comorbidades ou que estejam privados de liberdade.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esclareceu em coletiva de imprensa concedida na tarde desta quinta-feira que o pedido de suspensão da vacinação contra Covid-19 em adolescentes sem comorbidades se deve à “cautela” e falta de “comprovações científicas sólidas” da segurança do imunizante no grupo.
Além disso, o ministério destacou um certo “descontrole” por parte dos Estados e falta de coerência com o que estaria descrito no PNI (Programa Nacional de Imunização).
Fonte: NDMais






