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Araranguá: Celesc admite erro na forma de cobrança e emitirá novas faturas para moradores afetados pela troca de medidores

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Desde a semana passada, moradores de Araranguá que tiveram os medidores convencionais trocados pelos ditos “medidores inteligentes” da Celesc, têm reclamado sobre o valor da fatura de energia elétrica cobrada no mês de novembro. Conforme eles, o consumo em kwh teve um aumento significativo e inexplicado.

Indignados, moradores do bairro Jardim Cibele realizaram na sexta-feira (19) uma manifestação pública – transmitida ao vivo pelo Portal Agora! – pedindo explicações à Celesc. Conforme a empresa, em nota enviada à nossa reportagem, a cobrança é referente ao consumo residual dos medidores substituídos nos meses anteriores.

>>> Moradores do bairro Jardim Cibele reclamam do aumento na fatura da Celesc após troca de medidores

Um idoso, que é caminhoneiro, disse que no mês de outubro ficou o mês inteiro fora (viajando) e quando veio a fatura deste mês, se surpreendeu com a quantidade de Kwh e o valor da fatura, alegando que a cobrança residual não justificaria o registro de 529 kwh.

A união dos moradores do Jardim Cibele e as postagens de moradores de outros bairros nas redes sociais revelando esse problema deram certo, ao menos em parte: no final da manhã desta segunda-feira (22), em nota enviada à imprensa, a Celesc admitiu ter errado na forma de realizar essa cobrança, e na ausência de comunicação com os moradores, mas que esse “valor residual” será cobrado, de forma parcelada, com comunicação prévia.

Nota na íntegra:

“A Celesc informa que identificou 9.375 unidades consumidoras em Araranguá que receberam faturas com cobrança referente a consumo residual, e que essas faturas devem ser desconsideradas. A distribuidora enviará, durante esta semana, novas faturas, sem a cobrança referente ao consumo residual. Os clientes que já efetuaram o pagamento serão ressarcidos automaticamente na próxima fatura.

A cobrança foi feita de clientes dos bairros Araponga, Campinho, Centro, Coloninha, Jardim Cibele, Mato Alto, Morro do Pronto, Operária, Polícia Rodoviária, Sanga da Areia, Sanga da Toca, Vila São José e Volta Curta, em faturas cujas leituras ocorreram entre os dias 16 a 19 de novembro.

A Celesc esclarece que a cobrança do valor residual é conseqüência da substituição dos medidores de energia convencionais pelos medidores inteligentes. A substituição dos medidores está sendo realizada desde julho, e ocorrerá em toda a cidade.

Quando o medidor é substituído, a diferença entre a leitura de retirada e a leitura da última fatura gera o consumo residual. Foram esses valores residuais que foram cobrados nessas 9.375 unidades consumidoras.

A Celesc informa que, por conta de uma inconsistência no sistema, houve um equívoco na forma de cobrança, e lamenta possíveis transtornos.

Os valores residuais são referentes a consumo devido, não pago anteriormente pelos clientes, e precisam ser cobrados, mas essa cobrança será feita de forma parcelada, com comunicação prévia. Como a troca de medidores ocorre em todas as unidades consumidoras do município, a cobrança residual será feita de todos os clientes da cidade. A distribuidora ainda avalia a partir de quando a cobrança dos valores residuais será feita e em quantas parcelas será o pagamento.

Como forma de dar segurança a esses 9.375 clientes afetados, a Celesc também informa que essas faturas não passarão pelas ações de cobrança até a solução definitiva do problema.

Para dúvidas a respeito da medição da fatura, os clientes podem entrar em contato com o atendimento da Celesc pelo telefone 08000 48 0120.

Por fim, a distribuidora reforça que a substituição dos medidores de energia convencionais por equipamentos inteligentes faz parte de um processo de modernização e trará inúmeros benefícios aos clientes.

Esses novos medidores disponibilizam, por exemplo, dados sobre a qualidade da energia que chega ao consumidor, permitem a melhor gestão do seu consumo e perdas, a realização de alguns serviços comerciais de maneira remota e, ainda, a identificação instantânea de ocorrências na rede elétrica, dando mais agilidade aos atendimentos”.

O fato é, que esse erro da Celesc colocou em dúvidas os possíveis benefícios desse projeto-piloto. O que deveria servir para facilitar a vida dos consumidores, gerando celeridade na apuração do consumo registrado pelos medidores, acabou gerando desconfiança e dor de cabeça à população.

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