Saúde
SC autoriza vacinação de crianças e adolescentes com a Coronavac
A Secretaria de Saúde de Santa Catarina autorizou os municípios a iniciar a vacinação de crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos, que não sejam imunossuprimidos, com a vacina Coronavac – com as doses que estiverem disponíveis em sua rede de frio. A decisão ocorreu a partir da deliberação N° 005/CIB/2022, da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), assinada neste sábado, 22.
A deliberação foi assinada pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro e pelo presidente do Cosems, Daisson Trevisol. A autorização segue as recomendações definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que indicou a utilização apenas para as crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos de idade, que não sejam imunossuprimidos. Para as crianças e adolescentes de 6 a 17 anos que sejam imunossuprimidas, além das crianças de 5 anos de idade, a vacina indicada segue sendo a Pfizer.
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) emitiu Nota Técnica neste sábado, 22, autorizando o início da vacinação. Na última sexta, 21, o Ministério da Saúde (MS) incluiu o imunizante para aplicação em crianças e adolescentes na Campanha de Vacinação contra a Covid-19.
A vacina autorizada para uso nesta faixa etária é a mesma dos adultos com 18 ou mais. O intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose também permanece o mesmo, 28 dias
Confira aqui a Nota Técnica com as orientações repassadas às Secretarias Municipais de Saúde sobre a vacinação de crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos de idade, não imunocomprometidos, com a vacina Coronavac.
Início do uso da Coronavac em crianças em Santa Catarina
Segundo levantamento feito pela DIVE/SC, os municípios catarinenses possuem um total de 130 mil doses disponíveis nas centrais municipais de rede de frio, todas dentro do prazo de validade e prontas para serem utilizadas. O Estado possui pouco mais de 5.000 doses que poderão ser encaminhadas para os municípios que tiverem baixos estoques de Coronavac. Sendo assim, o uso deste imunizante em crianças e adolescentes poderá ser iniciado por aqueles municípios que têm doses extras armazenadas, desde que não prejudique a aplicação da segunda dose nos adultos que está em andamento.
O diretor da DIVE/SC, João Augusto Brancher Fuck, explica que o estado de Santa Catarina sempre fez o controle rigoroso de doses, para que não houvesse perdas. Desta forma, as doses armazenadas na Rede de Frio, neste momento, são para garantir a administração da segunda aplicação nos adultos que tomaram a primeira dose desse imunizante, ou seja, não há doses disponíveis para distribuir aos municípios para a vacinação das crianças. “O Ministério da Saúde já sinalizou que haverá uma pauta de distribuição emergencial para os estados que não têm doses em estoque, como Santa Catarina. Vamos aguardar a chegada desta remessa para fazer a distribuição aos municípios”, ressalta.
Assim que as doses chegarem ao estado, a DIVE/SC fará a distribuição às cidades catarinenses de forma proporcional, conforme estimativa populacional do IBGE 2020.
Recomendações para a vacinação de crianças
Por se tratar de crianças, a Secretaria de Saúde recomenda que a vacinação contra a Covid-19 ocorra em ambiente seguro e acolhedor, que sejam evitadas ações de vacinação em drive-thru, por exemplo, para que elas se sintam mais confortáveis.
Antes da aplicação da dose, os profissionais de saúde devem apresentar aos pais e/ou responsáveis pela criança o frasco da vacina, bem como a seringa com o volume a ser aplicado (0,5 mL), para que não haja dúvidas de que a vacina aplicada é a Coronavac. Apenas crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade não imunocomprometidos podem receber a vacina.
Outra recomendação, adotada pelo estado por precaução, é que a vacina contra a Covid-19 não seja aplicada ao mesmo tempo que outras vacinas de rotina do calendário infantil, sendo necessário aguardar um intervalo de 15 dias entre a dose da vacina contra a Covid-19 e as demais vacinas.
Para que as crianças sejam vacinadas, elas devem ser acompanhadas dos pais e/ou responsáveis ou, em caso de ausência, a vacinação pode ser realizada mediante apresentação de um termo de consentimento por escrito.






