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Autores de latrocínio de taxista em Maracajá são condenados a 30 anos de prisão

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Ademir Manoel Monteiro, de 66 anos, conhecido como “Ferpa”, foi morto com facadas na BR-101 em outubro de 2022; Justiça acatou a tese do MPSC e condenou os dois autores que já estavam presos preventivamente.

Um homem religioso, apaixonado pela família, pelos dois filhos, duas netas e pela esposa – sua companheira de 40 anos. Assim é descrito pelos familiares, Ademir Manoel Monteiro, conhecido como “Ferpa”, morto a facadas aos 66 anos, em um latrocínio no ano de 2022, em Maracajá.

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Na noite do dia 24 de outubro de 2022, “Ferpa” – taxista – foi vítima de tentativa de latrocínio. O crime ocorreu às margens da BR 101, próximo ao Parque Ecológico de Maracajá e a Polícia Civil prendeu os dois suspeitos que estavam bebendo na calçada de um restaurante às margens da BR. Após 9 dias lutando pela vida no Hospital Regional de Araranguá, o idoso faleceu no dia 02 de novembro do ano passado e o crime passou a ser considerado latrocínio,

Menos de um ano após o ocorrido, os dois responsáveis pelo crime foram condenados a pena de 30 anos de prisão cada. A condenação foi publicada na segunda-feira (15) e seguiu o que foi apresentado na denúncia feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), reconhecendo o crime de latrocínio, que é o roubo qualificado pelo resultado morte. Os autores são dois homens, um de 21 e outro de 23 anos.

“Ele era uma pessoa honesta, trabalhadora, sempre morou na cidade de Maracajá, desde que nasceu. Sempre foi um homem muito prestativo, servia a igreja, dava a vida pela família. Ele trabalhou por muito tempo como motorista, viajando todo o Brasil e depois de aposentado foi trabalhar como taxista”, conta a filha da vítima.

O vizinho do taxista acompanhado de um comparsa, foram os autores do crime. O plano, já traçado previamente, era roubar os pertences e o veículo do idoso e depois matá-lo. Para isso, o réu de 21 anos, acionou a vítima para uma corrida de táxi, encontrando seu comparsa no caminho e praticando o crime no retorno para casa. “Ele era muito prestativo com todos e por isso acabou fazendo um trabalho para uma pessoa conhecida, esse vizinho, que acabou o traindo e tirando a vida dele dessa forma tão cruel, bárbara e triste”, lembra a filha emocionada.

Entenda mais do crime

Na noite do dia 24 de outubro de 2022, o réu de 21 anos, vizinho de “Ferpa” contratou uma corrida, partindo de Maracajá até o município de Araranguá, para buscar o segundo condenado. Quando retornavam à cidade de origem, os agressores restringiram a liberdade da vítima, passando o mais novo a conduzir o carro, enquanto o mais velho ficou no banco de trás com o idoso.

Em seguida, quando já estavam em Maracajá, na BR-101, os réus surpreenderam a vítima e lhe desferiram diversos golpes de faca, na intenção de matá-lo para roubar seus pertences como o celular, cerca de R$ 600, cabos e ferramentas, além do carro do taxista. As facadas aplicadas levaram a morte do idoso uma semana após o crime. Os criminosos por sua vez fugiram do local, sem conseguir levar o carro, que teve uma falha mecânica. Eles foram capturados pela Polícia Civil logo na sequência e aguardaram o julgamento presos preventivamente.

Ambos tiveram negado o direito de recorrer da sentença em liberdade. “Com esses jovens agora condenados, a gente como família, se sente um pouco mais tranquilizados, de que a justiça foi feita, ela prevaleceu. É bom saber que podemos contar com a justiça, com o Ministério Público que está ao lado das pessoas que precisam”, concluiu a filha.

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