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Lideranças buscam solução para conclusão da subestação de energia de Araranguá
Um projeto prometido há anos, que ainda não saiu do papel, tem dificuldade do desenvolvimento regional. Para tratar da tão esperada Subestação de Araranguá, o deputado Zé Milton, com a participação dos presidentes da ACIVA, Édio Kunhasky Junior; da CDL, Dalva Maria Machado Leme; vereadores Nelson Soares da Silva Neto e Luiz da Farmácia, e lideranças locais, estiveram reunidos com o presidente da CELESC, Tarcísio da Rosa, nesta quarta-feira (10), na sede da empresa, em Florianópolis.
Na reunião, o presidente da Celesc informou que o principal motivo para o atraso é a descoberta de um loteamento que não estava previsto quando o projeto inicial da rede de energia foi elaborado e a licença ambiental foi concedida. Segundo Tarcísio, esse imprevisto tem dificultado o avanço das obras, já que a liberação para continuar está condicionada à construção da rede de energia. “Quando foi realizado o projeto da rede e dada a autorização para a obra, não existia esse loteamento. Como ele foi liberado, agora estamos negociando as indenizações, o que fez com que fosse parada a obra, até que seja definido os valores de indenização”, comentou o técnico da CELESC.
O presidente ainda acrescentou que inicialmente o prazo para conclusão é 2026, mas há a possibilidade de antecipação para 2025 caso as questões relacionadas às indenizações das áreas no loteamento sejam resolvidas. Para isso, ficou definido a formação de um grupo de trabalho com técnicos da CELESC, da ACIVA, CDL, Câmara de Vereadores, que estarão na próxima semana em Araranguá, para buscar junto à Prefeitura e proprietários uma solução.
Com investimento total previsto de aproximadamente R$ 12 milhões, dos quais metade é destinada à construção da subestação e a outra metade às redes de abastecimento, a subestação será equipada com uma linha de transmissão em circuito duplo, um transformador de 26.600 kVA e quatro saídas para alimentadores de distribuição. Ampliando em cerca de 50% a capacidade de entrega de energia elétrica, fundamental para impulsionar o crescimento econômico e social local.
“Hoje tivemos uma reunião positiva, onde foram esclarecidos os motivos da obra ter parado. Como também, foram apresentadas propostas para buscarmos uma saída e que ela seja retomada. Vamos aguardar o resultado da reunião da próxima semana em Araranguá e aí darmos prosseguimento nas possíveis soluções para retomada e conclusão da subestação”, comentou Zé Milton.
Para o presidente da Aciva, Édio Kunhasky Júnior, a reunião foi produtiva. A necessidade da implantação da segunda subestação foi apresentada diretamente ao presidente. A resposta da Celesc é de que o local mapeado para receber a passagem dos cabos para a alimentação precisa ainda de autorizações. “A subestação é instrumento fundamental p/ suportar novos investimentos e aumentar a capacidade de atendimento, sempre com foco em atrair negócios e empreendimentos p/ nossa região”, relatou o presidente.
O encaminhamento é de uma nova reunião, já na próxima semana, juntamente com os técnicos da Prefeitura de Araranguá, para tratar de licenças e desapropriações. “A ideia é abreviar ao máximo os caminhos até a finalização deste projeto”, completou Édio.






