Segurança
DIC de Araranguá descarta homicídio no caso do corpo em decomposição localizado na Sanga do Marco
A Polícia Civil, através da DIC Araranguá, vem realizando a investigação acerca do encontro do cadáver de Odilon Januário Pereira de 45 anos, que foi encontrado boiando em valo de granja de arroz na localidade de Sanga do Marco, no fim da manhã do último dia 10.
A Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica estiveram no local e realizaram os atendimentos de praxe e todo trabalho foi acompanhado com exclusividade pelo Portal Agora!.
>>> Corpo em decomposição é localizado em valo na Sanga do Marco
>>> Identificado corpo encontrado em decomposição na Sanga do Marco
O Exame Cadavérico apontou que a morte da vítima deu-se há mais de 03 dias, e que não apresentava sinais de luta corporal e/ou de defesa, também não apresentando sinais de perfuração por disparos de arma de fogo ou de arma branca, como já informado em primeira mão pela reportagem. Ainda, como causa da morte, atestou que se tratava de causa indeterminada.
Em diligências de investigação, a Polícia Civil conseguiu informações com familiares que a vítima era usuária contumaz de álcool, e fazia tratamentos médicos para esquizofrenia, porém nem sempre tomava a medicação de forma adequada. Vivia em Turvo, mediante ajuda de vizinhos próximos, em condições bem precárias.
Conforme o delegado Luís Otávio Pohlmann, coordenador da DIC, no dia 03 de janeiro, Odilon pediu ajuda a um conhecido para nova internação acerca do vício, tendo sido levado a uma clínica de recuperação na cidade de Araranguá. Na madrugada do dia 05, por volta da 01h30min, ele evadiu-se da clínica, e foi localizado já morto no dia 10.
Ainda segundo o delegado, o tempo estimado da morte e o encontro do cadáver é condizente, haja vista o estado adiantado de putrefação.
“Diante o exposto, considerando a situação precária de saúde da vítima, e o fato de não ter sido encontrado nenhum sinal de violência em seu corpo, ao que tudo indica, a vítima, após evadir-se da clínica, acabou entrando no valo, onde se afogou, indo a óbito. É comum o corpo de pessoa afogada imergir num primeiro momento, e emergir depois de alguns dias” esclareceu o delegado, descartando eventual crime contra a vida – homicídio.






