Saúde
Araranguá passa por capacitação sobre o método contraceptivo Implanon
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, na última quinta-feira, dia 23, em Palhoça, uma oficina de qualificação sobre o implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon. O novo método é considerado vantajoso em relação aos já existentes por sua longa duração — age no organismo por até três anos — e alta eficácia. A medida busca prevenir gestações não planejadas.
Representando Araranguá, a coordenadora Viviane Steckert, a enfermeira Flávia de Freitas Vicente e a ginecologista Lorena Silva da Rosa, da equipe de Saúde da Mulher do município.

O treinamento teve como objetivo ampliar o acesso ao novo método contraceptivo que passa a ser ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O implante é indicado para mulheres de 14 a 49 anos e integra a lista de métodos disponíveis, junto ao DIU, pílulas e preservativos.
A capacitação abordou protocolos de inserção, manejo clínico e práticas seguras, combinando momentos teóricos e práticos. A iniciativa reforça o compromisso da SES com o fortalecimento das políticas de planejamento reprodutivo e da Rede de Atenção à Saúde da Mulher em Santa Catarina.
O evento foi organizado pela Diretoria de Atenção Primária à Saúde (DAPS) e pela Gerência de Atenção, Promoção e Prevenção à Saúde (GAPPS), com apoio do COSEMS/SC e parceria do Ministério da Saúde.
Até 2026, o Ministério da Saúde estima distribuir 1,8 milhão de dispositivos para atender a todas as mulheres, sendo 500 mil ainda este ano. O investimento será de aproximadamente R$ 245 milhões. Atualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Além de prevenir a gravidez não planejada, o acesso a contraceptivo também contribui para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O Ministério da Saúde tem o compromisso de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50%, entre mulheres negras até 2027.






