Segurança
Último Júri Popular do ano julga acusado de homicídio duplamente qualificado ocorrido em Balneário Arroio do Silva
João Manoel Palhano Victor atraiu casal para emboscada e foi condenado a 13 anos de reclusão
Nesta quarta-feira, 10 de dezembro, foi realizado no Fórum da Comarca de Araranguá, o último Júri Popular do ano. Sentou no banco dos réus, João Manoel Palhano Victor de 20 anos, morador do Balneário Arroio do Silva, acusado por homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio, crimes praticados na noite de 23 de junho deste ano, em Balneário Arroio do Silva, e que tiveram como vítimas Felipe dos Santos da Silva de 19 anos (executado com vários disparos de arma de fogo) e sua namorada, de 37, que foi baleada na perna.
Felipe e a companheira foram alvo de uma emboscada. O casal havia se deslocado até a Rua Farroupilha, após combinar um encontro com João Manoel (atualmente recolhido no Presídio Regional de Araranguá), que teria marcado o horário sob a justificativa de comprar drogas da vítima. Conforme a denúncia, João Manoel agiu em concurso de vontades com outros dois homens ainda não identificados, que já aguardavam armados, de prontidão, para a execução. Quando o casal chegou, Felipe foi atingido por diversos disparos de pistola calibre 9mm e morreu no local. A mulher foi baleada na perna, socorrida e sobreviveu.
O delegado responsável pelo caso destacou, à época, que as investigações apontaram João Manoel como o responsável por atrair as vítimas até o ponto previamente combinado, levando à sua prisão em flagrante. O histórico criminal do acusado também chamou a atenção dos investigadores: em outubro de 2022, ele havia sido investigado pela morte da própria mãe, em casa, também em Balneário Arroio do Silva, morta com um tiro no pescoço.
Durante o julgamento, a acusação, conduzida pelo promotor de Justiça, Dr. Gabriel Ricardo Zanon Meyer, sustentou que o réu teve participação direta e essencial na emboscada, contribuindo para que os coautores efetuassem os disparos que mataram Felipe e feriram sua namorada.
O réu respondeu apenas os questionamentos do advogado de defesa, o criminalista Dr. Diego Campos Maciel, alegando que na noite do crime apenas foi buscar maconha para outra pessoa e que, quando se aproximou do carro, começou os tiros, fugindo em seguida, afirmando não ter tido nenhuma participação na execução.
O júri popular, que iniciou ainda pela manhã desta quarta-feira, encerrou-se no fim da tarde, com a condenação de João Manoel Palhano Victor a uma pena de13 anos de reclusão em regime inicial fechado.
O julgamento foi presidido pela Juíza de Direito Thania Mara Luz.







