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Acamado, “Carlão Segurança” pede auxílio da população

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Uma das figuras mais populares de Balneário Arroio do Silva está precisando de ajuda para sobreviver. José Carlos Joaquim de 53 anos, popularmente conhecido como “Carlão Segurança”, foi vítima de agressão no fim do ano de 2017, na beira-mar do Balneário, fato que deixou sequelas irreparáveis para a sua vida, já que a agressão gerou um traumatismo crânio encefálico. Atualmente ele não consegue se comunicar, perdeu parte da lucidez e ficou sem os movimentos básicos como andar e comer.

Carlão era quem sustentava a casa junto de sua esposa Lenimar Costa Joaquim, que trabalhava como doméstica. Hoje o casal reside na casa com mais duas filhas, seis netos e genros.

Impossibilitada de trabalhar, Lenimar vive da colaboração dos amigos de Carlão e de um auxílio de um salário mínimo, oriundo da LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social).“Tudo se tornou muito difícil; o Carlos utiliza muitos medicamentos – ao todo são onze – sendo desde remédios para dor no corpo; até Gardenal, que visa manter sua condição mental sem outras sequelas. Vivemos da doação e da boa vontade das pessoas. Além disso, ele usa frauda diariamente, toma muito leite, suja muitos lençóis por conta do vazamento de urina. É uma situação muito delicada”, desabafou a esposa.

Segundo ela, a família tem outras dificuldades. “Hoje nós gastamos muito, temos crianças em casa e isso se torna mais complicado. Dormimos quase todos no mesmo cômodo, além disso, temos gastos com água e luz, que ultrapassa os R$ 300,00, pois a cama do meu esposo é ligada na energia para a garantia mínima da qualidade de vida dele”.

Lenimar ainda comenta que conta com apoio da prefeitura, mas não é o suficiente. “Recebemos apenas seis pacotes de fraudas por mês e eles doam alguns medicamentos, outros temos que comprar. Nos primeiros dois meses recebemos alimentos da prefeitura, mas depois nunca mais recebemos nada de incentivo. É difícil a situação, inclusive não recebemos a visita mensal do médico, em uma emergência, temos que chamar”, reforça.

Para a família, qualquer doação é bem-vinda. “Precisamos de tudo, não podemos escolher ou selecionar. Precisamos de doação de alimentos, móveis, ventiladores, lençóis, toalhas de banho e principalmente frauda e leite, pois utilizamos em grande quantidade. Sabemos que o Carlos não vai mais levantar da cama sozinho, mas queremos o mínimo de qualidade de vida para ele”.

Prefeitura explica atendimento dado à família

Segundo o poder executivo, tudo o que é possível fazer é feito em prol da família. Conforme a Assistente Social da Secretaria de Saúde do Balneário Arroio do Silva, Kátia Xavier, a secretaria está fornecendo os medicamentos que o SUS oferece pela Farmácia Básica. Quanto as fraldas, faz três meses que a família não está retirando o material na secretaria.  “Todo paciente acamado tem direito a 6 pacotes de fraldas por mês e neste caso, a família não está retirando a cota mensal. Quanto a visita domiciliar do médico, a família ficou encarregada de solicitar o atendimento quando for necessário. Na semana passada a enfermeira esteve na residência do enfermo para fazer o curativo em lesão provocada por escaras. A família também optou em buscar o material na UBS central e fazer o procedimento”, diz a assistente social.

A secretaria de Saúde ainda pontua que todos os procedimento de atendimento estão registrados no Prontuário Eletrônico do paciente na UBS Central.

Já segundo a secretária de Desenvolvimento Social de Balneário Arroio do Silva, Avanei Tomaz de Bitencourt Vieira, a família recebe auxilio do paço municipal. “A família do José Carlos recebe mensalmente auxílio do Benefício de Prestação Continuada que é oriundo da Lei Orgânica da Assistência Social, além disso, recebe dois bolsa famílias, já que são duas famílias conviventes, a do José Carlos e da sua esposa e filha, e outro destinado para a outra filha mais velha de 25 anos, seu esposo e filho, no total eles recebem R$ 301,00 de Bolsa Família”.

Família contrapõe prefeitura

A família de Carlos rebateu o assunto relacionado as fraldas. “Para pegar os curativos ou as fraudas tem que ser somente eu. Meus filhos não podem pegar, o que gera um transtorno, pois muitas vezes não tenho condições de sair de casa. Muitas vezes deixamos de pegar por conta disso. E sobre a opção de nós mesmos fazermos os curativos, isto não é verdade. Infelizmente eles pararam de vir atender o Carlos”, finaliza.

Para quem quiser colaborar com a família pode ir até o endereço:

Rua Criciúma  – nº 943 – Balneário Arroio do Silva

Telefone: (48) 9 9819-4976 (Lenimar)

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