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Alinhamento planetário, meteoros e eclipse: os eventos no céu em dezembro

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Dezembro trará espetáculos no céu que você pode ver de casa, sem a necessidade de telescópios ou equipamentos caros.

Dois planetas se fundindo em um, uma chuva de meteoros, um eclipse solar total… tudo o que você precisa é de um céu limpo, proteção para os olhos quando necessário e algumas dicas sobre para qual direção e quando olhar para o espaço.

Então, em ordem cronológica, aqui está a programação que o cosmos oferece este mês.

13 e 14 de dezembro: Chuva de meteoros Geminídeos, visível em várias partes do mundo

Você pode ter até visto meteoros nos últimos meses, mas prepare-se para “o rei das chuvas de meteoros”.

“A maioria das chuvas de meteoros são produzidas quando a Terra passa por trilhas empoeiradas deixadas por cometas”, explica Patricia Skelton, astrônoma do Observatório Real de Greenwich, no Reino Unido.

“Mas a chuva de meteoros Geminídeos é diferente — a trilha empoeirada foi deixada para trás por um asteroide chamado 3200 Faetonte.”

Portanto, a cada ano, conforme nosso planeta atravessa esse rastro de detritos, podemos desfrutar do espetáculo noturno com até 150 estrelas cadentes por hora em seu pico, de 13 a 14 de dezembro.

Espere ver rastros amarelos — e ocasionalmente verdes e azuis — de luz cruzando o céu noturno, “enquanto os meteoros brilham [em todas as direções]”.

Quanto mais escuro, melhor para observar o fenômeno, mas às vezes é possível vê-lo mesmo em áreas urbanas muito iluminadas.

E aqui mais algumas boas notícias: diferente do ano passado, quando os Geminídeos coincidiram com aquela velha conhecida inimiga da observação das estrelas, a Lua Cheia, desta vez estaremos em Lua Nova — quando o céu fica menos iluminado.

14 de dezembro: Eclipse solar total, visível no Chile e na Argentina

Trata-se de consequência do alinhamento astronômico entre Sol, Lua e Terra, com a Lua entre o Sol e a Terra.

Antes da pandemia de coronavírus, eclipses solares já levaram muitas pessoas para a Patagônia, no sul do Chile e da Argentina.

No Brasil será possível ver a Lua encobrir parte do disco solar. Na região Sul, o encobrimento ficará entre 40% e 60%. Os horários de início do eclipse dependem do local do observador. Em Florianópolis, onde o encobrimento no ápice será de 46%, o fenômeno poderá ser observado a partir das 12h33, com ápice às 13h58 e fim às 15h16.

Por 24 mágicos minutos, a Lua Nova passará pela face do Sol, cobrindo-o completamente por “apenas 2 minutos e 9,6 segundos”, diz a astrônoma Tania de Sales Marques, do Observatório Real de Greenwich.

21 de dezembro: ‘Grande conjunção’ de Júpiter e Saturno, visível em várias partes do mundo

“Júpiter e Saturno são provavelmente os melhores planetas a serem observados porque são brilhantes “, explica Ed Bloomer, também astrônomo do Observatório Real de Greenwich.

Uma “grande conjunção” é quando há dois planetas sobrepostos, dando a impressão de que eles se fundiram e agora estão brilhando como um só. E é exatamente isso que veremos na noite de 21 de dezembro.

“Esses ‘planetas errantes’, Júpiter e Saturno, estarão tão próximos no céu que parecerão estar quase se tocando”, diz Ed.

A olho nu, os dois planetas parecerão estar a menos de 0,1º um do outro, mas, na realidade, é tudo um truque de perspectiva: atualmente existem mais de 800 milhões de km entre a Terra e Júpiter, somados a quase o mesmo entre Júpiter e Saturno.

Por alguns meses até agora, os dois planetas gasosos gigantes pareceram se aproximar um do outro, até que finalmente se encontrarão.

“Essas conjunções são divertidas de se observar, especialmente nos dias anteriores e posteriores à sua maior aproximação, para ver como há mudanças”, aponta Ed.

E se você tiver um par de binóculos ou um pequeno telescópio, poderá até ver as quatro maiores luas de Júpiter: Io, Europa, Ganímedes e Calisto.

Uma conjunção Saturno-Júpiter só acontece a cada 19,6 anos, “mas esta é um pouco mais especial do que a maioria, porque a conjunção de 2020 será a mais próxima desde o início do século 17.” A última vez que Júpiter e Saturno estiveram tão próximos foi há 397 anos, em 1623.

Se o céu estiver limpo, será fácil ver este este raro espetáculo. Mas ele também será rápido: deverá durar uma hora, até que os planetas mergulhem no horizonte.

É melhor planejar com antecedência e passar algumas noites observando a posição dos planetas — o que é em si um belo passatempo — para que, na hora H, você saiba exatamente onde encontrá-los: a sudoeste, meia hora após o pôr do sol.

E como um bônus, 21 de dezembro também é a data exata do solstício: o primeiro dia astronômico de verão no hemisfério sul e inverno no norte.

Fonte: Correio Braziliense 

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