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Educação

Alunos da Escola Otávio Manoel Anastácio estão em espaço improvisado há um ano

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Já foram gastos R$ 312 mil, somente em contratos de aluguel

No próximo dia oito de março, completa-se um ano que os mais 400 alunos da Escola Otávio Manoel Anastácio, no Jardim Cibele, em Araranguá, estão estudando em um espaço improvisado. Após diversas manifestações em fevereiro de 2019, o prefeito Mariano Mazzuco Neto resolveu encaminhar a reforma do telhado do educandário, mas até o momento, a obra ainda não foi concluída.

Perante a troca de ambiente escolar, algumas limitações surgiram: os alunos precisam estudar em salas reduzidas – algumas climatizadas com recursos de ações dos pais. Não possuem um refeitório amplo e não existe um espaço adequado para a realização das aulas de Educação Física, bem como, não existe sala para a equipe gestora e secretaria. Além destes espaços limitados os alunos precisam ir diariamente de ônibus para a ‘nova escola’, porém com o passar do tempo, estas idas e vindas vem causando transtornos.

LOCAL IMPROVISADO ONDE FUNCIONA A ESCOLA; ANTERIORMENTE UM MERCADO

A reportagem do Portal Agora foi chamada pelos familiares de alunos da escola para acompanhar a rotina. Chegando ao local, encontramos Elisângela Aguiar, uma das mães que todos os dias aguarda a chegada do ônibus. “Antes eu não me preocupava, sabia que eles estavam em um espaço fechado e com profissionais, hoje eu preciso vir e esperar o ônibus”, disse.

Ainda segundo Elisangela, o transporte vai com excesso de crianças, o que representa perigo. “Todo o dia vejo mães como eu aqui na frente pois quando chega o ônibus os maiores passam na frente dos menores e a situação fica delicada. Existem relatos de que algumas crianças já voltaram machucadas para casa, por ganharem tapa na cabeça, ‘mochilada’”.

A indignação é a mesma para Nilva Aparecida Martins, avó de duas crianças que estudam na Otávio Manoel Anastácio. Na opinião dela, o ônibus deveria ter monitor.

 

Diretor explica situação

Após acompanhar o embarque, nossa reportagem foi até a nova escola, localizada em um ponto oposto do bairro Jardim Cibele. Procuramos o diretor Manoel Soares, o ‘Nequinho’, que falou sobre a situação. “Eu iniciei a monitoria do ônibus, mas eu parei porque eu não sou pago para isto e não tenho essa responsabilidade. Nós temos uma comissão de pais que trata do assunto e cobramos constantemente; realizamos reunião mensalmente para falar do assunto”.

Em relação a crítica feita sobre a ausência de diálogo para explicar a situação à comunidade escolar, Nequinho afirma que existe um grupo no Whatsapp. “Existe um grupo de pais no WhatsApp e todas as informações são repassadas via internet. Mas para esclarecer, a obra não esteve parada durante o mês de janeiro”.

Os gastos

O valor investido na obra ultrapassa os R$ 400 mil reais, e além do valor da reforma – que está parada, com apenas parte do telhado trocado, e cortes feitos nas paredes para a passagem da fiação elétrica – o município possui dois contratos: um com a empresa de ônibus Viação Cidade e outro com o locador do prédio. Os dois contratos totalizam  R$ 312 mil.

 

CONTRATO DE LOCAÇÃO COM A VIAÇÃO CIDADE

CONTRATO DE LOCAÇÃO

Secretária comenta o atraso e desconhece situação do refeitório

Procurada, a Secretária de Educação de Araranguá, Ariane Almeida, comentou que houve atraso no processo de reforma da escola. “Nós fizemos a licitação da parte elétrica e estrutural, porém a execução está sendo demorada, mas existem pais que estão atentos a essa reforma e todos estão cientes de que a prefeitura está cumprindo seu papel”.

Ariane afirma que a secretaria dá toda a assistência. “Nós buscamos um local próximo da outra escola e que fosse adequado para atender as crianças e fizemos todos os ajustes solicitados pelos educadores, abrimos janelas, trocamos portas, paredes”.

Referente ao refeitório, a secretária afirma que não tem conhecimento sobre a reforma do refeitório. “Parece que em uma primeira reunião tinham acordado de não fazer e depois o prefeito resolveu fazer, não tenho conhecimento sobre isso. O assunto foi tratado entre prefeito e pais”.

Segundo apuramos, a licitação não contemplou o refeitório. Foi necessário um aditivo financeiro para reformar esta parte.

 

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