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Autor de homicídio e tentativa de homicídio vai a júri popular

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Crime ocorreu em 2019 no bairro Santa Catarina, em Araranguá

O 1º Júri Popular de 2021 acontece amanhã quarta-feira, dia 03, no Fórum da Comarca de Araranguá. No ano passado devido a pandemia da Covid-19, o 1º júri ocorreu somente em outubro e foi realizado na sede do 19º BPM. Apesar de voltar a ser realizado no Fórum, as regras de restrições continuam e o julgamento não será aberto à imprensa e familiares das vítimas e réus.

Assim como em 2020, participaram apenas os sete jurados, advogado de defesa, Promotor de Justiça, o Juiz de Direito, funcionários do Fórum e Polícia Militar.

Amanhã senta no banco dos réus, Adriano Vargas Marques de 30 anos, acusado do assassinato de Reginaldo Felisberto na época com 43 anos e ainda por tentativa de homicídio. O crime ocorreu na manhã do dia 29 de março de 2019, no bairro Santa Catarina, às margens da BR 101, próximo da Balança, em Araranguá. A vítima fatal era tio da ex-mulher do réu.

Além de Adriano, outro homem de 20 anos e que estava na casa na manhã do assassinato e sua mulher na época dos fatos, também sentam no banco dos réus e responderão por crimes relacionados com o homicídio e a tentativa de homicídio que Adriano responde.

Segundo a denúncia, alguns dias antes dos crimes, Adriano e a mulher ameaçaram a ex-companheira do réu, para que ela assinasse recibos de quitação de pagamento de pensão alimentícia. As ameaças foram feitas mais de uma vez e envolveram parentes da ex-mulher de Adriano. Em mensagem de WhatsApp para o irmão da ex-mulher, Adriano diz “Na real, é o seguinte, se tu gosta da tua irmã troca uma ideia com ela […], porque eu não vou cair na cadeia por pensão, se eu for pra cadeia eu vou cair por homicídio, pode ter certeza disso”.

Além das ameaças, a ex-mulher de Adriano também apanhou da atual mulher dele, um dia antes do homicídio, para que ela desistisse do processo de execução de alimentos contra o réu.

Após as ameaças e agressões, Reginaldo Felisberto (tio da ex-mulher de Adriano e vítima do homicídio) foi até a casa do réu para questioná-lo sobre as ameaças e agressões que ele havia praticado contra sua sobrinha. A esposa de Reginaldo e seu filho foram juntos com ele e, ao chegarem na casa de Adriano, no bairro Santa Catarina, em Araranguá, todos foram recebidos a tiros.

O filho de Reginaldo ficou ferido na perna, a esposa segundo a denúncia conseguiu escapar sem lesões, e os dois só não foram mortos junto com Reginaldo, por circunstâncias alheias a vontade do réu. Já Reginaldo foi assassinado com um tiro no peito, sendo alvejado também na nádega e teve outros ferimentos.

Na época o crime mobilizou Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, SAMU, Instituto Geral de Perícias e Instituto Médico Legal.

O julgamento inicia pela manhã e deve se estender por toda a quarta-feira.

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