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Ciclone no RS despenca temperaturas em SC e causa ventos fortes no Litoral
Meteorologistas descartam se tratar de um ciclone bomba
O ciclone extratropical, que se forma no Sul do país nessa quinta-feira (4), trará fortes ventos ao Litoral de Santa Catarina e baixas temperaturas para todo o estado. Em algumas cidades, especialmente na Serra, os termômetros poderão marcar menos de 7ºC. Além disso, há alerta para as navegações devido ao risco de ressaca no mar.
Meteorologista da Epagri/Ciram, Clovis Correa explica que o ciclone vai se deslocar apenas sobre o Rio Grande do Sul, porém deve contribuir para a formação de uma frente fria que chegará em SC na sexta-feira (5), declinando as temperaturas.
Segundo alerta da Defesa Civil de SC, o mar também deve ficar bastante agitado, por conta do ciclone, com picos de ondas de 3,5 metros entre sexta-feira e sábado. Ainda pode ocorrer ressaca entre o Litoral Sul de SC e a Grande Florianópolis.
Baixas temperaturas
Na Serra, segundo o meteorologista Clovis Correa, os termômetros podem marcar entre 7ºC e 8ºC em São Joaquim e Urupema na madrugada de sábado (6). O Oeste e o Sul de SC também podem ter temperaturas mais baixas, de até 13ºC.
Já as cidades litorâneas, que serão atingidas por rajadas de vento de até 60km/h devido ao ciclone, terão temperaturas mínimas mais amenas, que giram em torno de 17ºC a 18ºC nas regiões da Grande Florianópolis, do Vale do Itajaí e do Norte.
Ciclone bomba
A meteorologia explica que o ciclone que se forma nesta semana é extratropical e, portanto, diferente de um ciclone bomba, como ocorreu em junho do ano passado, quando a maior parte de Santa Catarina foi atingida por ventos e tornados durante o seu deslocamento, que causaram estragos e mortes.
Conforme o meteorologista Leandro Puchalski, o ciclone bomba é aquele que se intensifica muito rapidamente.
– Quando a pressão do ar cai 1 hPa por hora – hectopascal (hpa) é a unidade de pressão do ar – temos uma bomba. Esses ciclones são, em média, 5,1hpa mais intensos que os ciclones “tradicionais” ou não explosivos. Isso quer dizer que tem potencial de provocar ventos em até 60% mais intensos que a maior parte dos ciclones, explicou.
Fonte: Clarissa Battistella/NSC Total






