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Citada no caso dos respiradores, empresa araranguaense afirma que entregou equipamentos
Reportagem do Portal Agora foi até a sede da empresa e coletou informações junto do gestor
Na noite de ontem, segunda-feira, 25, um vídeo publicado nas redes sociais do deputado estadual Ivan Nattz causou repercussão na cidade de Araranguá, no Sul de Santa Catarina.
Em vídeo, o ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, afirma ao Ministério Público de Santa Catarina que houve mais uma compra ilícita por parte do Governo de Santa Catarina, envolvendo os respiradores.
O material divulgado está anexado na CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Borba em depoimento cita o nome da empresa que atua há três anos em Araranguá:
“Nós detectamos mais um processo grave ocorrido na Secretaria da Saúde, datado de 19 de março, de mais uma compra de respiradores. Na verdade, são dois processos, um de 20 e outro de 10 respiradores. Totalizam cerca de R$ 4 milhões, de uma empresa chamada Edera, o pagamento de igual forma foi feito antecipado e também não foram recebidos pelo governo do Estado os equipamentos comprados”.
Visitando in loco a empresa, com sede da Rua Domingos Monteiro, no bairro Mato Alto, em Araranguá, a reportagem conversou com o gestor da empresa Edera, o farmacêutico Eduardo de Oliveira, que rebateu dizendo que a compra foi de R$ 2,2 milhões, quase a metade do número repassado pelo ex-secretário de estado.
De acordo com Oliveira, o Governo de Santa Catarina realizou duas compras distintas com a empresa. “Foi entregue. O material que foi pago foi entregue no dia 25 de março. Nós vamos emitir uma nota sobre o assunto. Eu mandei a cotação, eles aprovaram e fizeram a compra. O valor caiu na minha conta no dia 25 de março e entreguei no mesmo dia. Todos os 20 respiradores. A nota é equivalente a R$ 2,2 milhões”.
Segundo o gestor o modelo é o Monnal T60. “Esses respiradores são móveis e de emergência. Foi feito uma videoconferência entre a empresa que importa e o estado e eles olharam e foi aprovado”.
Inclusive, o gestor da Edera ressaltou que o governo catarinense tem débitos com a empresa. “Eu entreguei em outra compra no valor de R$ 996 mil, porém não recebi do governo. Foram 10 camas hospitalares, 21 monitores e 2 monitores com cardiografia e mais 10 respiradores. Destes materiais, apenas quatro respiradores deram problema e não foram entregues, pois tiveram defeitos, eu fiz a defesa”.
Questionado sobre convocação junto do Ministério Público, ele não foi convidado a depor. “Eu não fui chamado por ninguém. O depoimento do Douglas foi no dia 2 de maio, não sei se ele quis vincular a minha compra com o caso dos R$ 33 milhões, não sei o que ele quis dizer”.
Conforme Oliveira, os materiais foram entregues no departamento de patrimônio da secretaria de Estado da Saúde, no dia 25 de março.








