Saúde
Covid-19: Psicóloga fala sobre os efeitos da quarentena nas relações pessoais
Refletir sobre a situação atual nos traz a convicção de que estamos passando por momento de mudanças internas que mudam nossa cultura de aproximação e calor humano. Onde o normal é ficar em casa, não abraçar, não ter contato físico com ninguém, não aproximar das pessoas que amamos, pais, avós e outras pessoas queridas.
Mudam as formas de demonstrar afetos, cumprimentos e relacionamentos. O normal, é sair com o medo de se aproximar, porque aproximação pode significar possível perigo de se contagiar por uma doença que não tem piedade, é fatal.
As notícias nos repassam isso todos dos dias nos meios de comunicação. Falam do caos que vem em avalanche, e das incertezas que temos concretas no dia de amanhã.
O Ministério da Saúde confirmou 4.256 infecções e 136 mortes por coronavírus no Brasil. Foram 353 novos casos nas últimas 24 horas, com uma taxa de letalidade de 3,2%.
Como conviver e estabelecer a saúde mental neste momento tão conturbado?
A reportagem conversou com a psicóloga araranguaense Janaina de Aguiar Cibien, que lembrou que tudo o que muitas pessoas queriam a pouco tempo atrás era férias, ficar em casa, e fazer tantas coisas idealizadas no lar, sair da rotina profissional atribulada. “E hoje acordamos nessa condição, em casa, porém nossas vontades e aspirações mudaram”, avaliou a profissional.
A vontade é de sair, e fazer o que sempre foi feito. Trabalhar, produzir, e retornar pra casa com a sensação de tarefa cumprida, e que continuaremos no dia seguinte e quando retornar, poder abraças nossos pais, visitar nosso avos, sair confraternizar nossas conquistas com amigos e pessoas que amamos.
O que temos é a certeza de que estamos em nossos lares sim, mas reaprendendo a conviver com o outro, com o companheiro e filhos que víamos nos intervalos dos compromissos diários. Isso causa um alivio, estar com a família, mas ao mesmo tempo uma pressão diária do conviver mais, de conviver com as diferenças, ou seja reaprender a conviver.
Também temos a situação da solidão para aqueles que não tem ninguém por si, pessoas mais idosas principalmente, que estão proibidas de ir e vir. Que saem nas ruas e muitas vezes são julgadas ao invés de ajudadas. E assim seguem os relacionamentos. Nossa esperança é que o bem prevaleça e o julgamento seja apenas um aprendizado.
E aqui cabe a pergunta, como esta nossa saúde emocional diante dessa pandemia, que nos traz tantos cenários?
Neste momento cabe a cada um de nós uma auto avaliação e alguns questionamentos: Como consigo conviver com tempo ocioso? O que tenho feito deste tempo? O que tenho feito por mim, e pelo outro? No que estou me envolvendo para fazer e ser o melhor pra mim e para o outro?
Segundo a psicóloga Janaina os vínculos devem continuar. “Precisamos nos isolar neste momento, mas não precisamos nos isolar socialmente, é necessário que os vínculos continuem, por isso precisamos manter contato e nos conectar com amigos e familiares, nossa saúde emocional é fortalecida quando nos permitimos demonstrar afetos, se fazer mais perto e nos sentir mais amados no mundo”, disse.
A ajuda de um psicólogo também é essencial para superar as questões de ansiedade e cuidar da sua saúde emocional. A terapia é uma grande aliada em diferentes momentos de nossas vidas e agora não poderia ser diferente. Um profissional especializado pode ser essencial para te ajudar a lidar com o medo e pânico excessivos, portanto, não hesite em procurar um psicólogo ao menor sinal de problemas. “Cabe a nós psicólogos a escuta efetiva dos que necessitam, e o atendimento online com certeza é uma ótima alternativa para o momento. Isso vai passar, e vamos superar”, ponderou a psicóloga.
Janaína tem um consultório no bairro Cidade Alta, em Araranguá, mas no momento realiza as consultas somente pela internet. Quem tiver interesse em contatar a profissional, seu WhatsApp é (48) 9.9995-2228.






