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Deputado Ivan Naatz fala sobre o turismo na Amesc e destaca potencial inexplorado de Araranguá
O deputado estadual e presidente da Comissão de Turismo e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, Ivan Naatz esteve na manhã desta quinta-feira, 17, no auditório do Center Shopping, em Araranguá, para uma prestação de contas. O intuito era debater com prefeitos, vice-prefeitos e gestores de turismo, sobre o futuro do setor na região.
Durante a palestra, o deputado falou sobre as potencialidades da região e como o turismo deve seguir diante de obras como a Serra da Rocinha, e o momento após a pandemia.
Uma das soluções apontadas para a região é a criação de rotas de turismo e rotas gastronômicas, pratica comum em países europeus. “Precisamos criar rotas, uma cidade precisa ser a impulsionadora e as demais precisam se aproveitar, é o que se faz em Portugal, França. Aqui em Santa Catarina, Uribici faz isso, como outras regiões onde o turismo se destaca”.
Cadastur
Cadastur é um sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo. Além de promover o ordenamento, formalização e a legalização dos prestadores de serviços turísticos, ele gera diversos benefícios como: incentivo através de programas e projetos do Governo Federal, programas de qualificação, classificação dos meios de hospedagem entre outras vantagens.
De acordo com os dados apresentados pelo presidente da comissão, Araranguá é a cidade da AMESC com a a maior arrecadação de ICMS turístico, R$ 1,3 milhão por ano, mas das suas 1.094 empresas ligadas ao ramo do turismo, apenas 52 estão no Cadastur. Já em Praia Grande, uma das maiores potencialidades turísticas da AMESC, das 252, 86 já estão no cadastro.
Para Naatz, estar no sistema é a primeira etapa para o desenvolvimento do turismo em qualquer região. “Cadastur deve ser o primeiro passo. Através dele, diversos órgãos ligados ao turismo e a União reconhecem que há iniciativa no setor em determinada região. E só assim que investimentos e possibilidades começam a surgir”.
Problemas no turismo da região
Em entrevista ao Portal Agora, o deputado disse que é notável uma ausência completa de propostas para a produção de turismo na região, onde segundo ele, um dos maiores engasgos que o setor tem é o uso político. “O problema do turismo é a política, eles não andam bem. O que se nota em Araranguá e em toda Santa Catarina, é que se entrega a Secretaria de Turismo para quem, na maioria das vezes, não tem a capacidade de tocar. Também há aqueles que acham que já sabem tudo, mas não sabe nem o quanto o município dele arrecada de ICMS, e o número de empresas no Cadastur é insignificante para o reconhecimento da União.
“Quando a cidade é boa para o turista, ela é boa para quem mora nela”.
Ainda, na opinião do deputado o potencial da região é evidente, mas está muito atrasada quando se trata de turismo. “O Sul do estado ainda é o patinho feio da produção turística e isso não pode acontecer. No sul, principalmente em Araranguá, a gente tem tudo o que se precisa: mar, dunas, um rio maravilhoso, agricultura, parte montanhosa. Aqui tem tudo, mas o município precisa se aperceber. Aqui é muito bonito, se eu pudesse morava aqui. É triste a gente ver ausência de política pública neste sentido”.
“A gente nota um estacionamento de Araranguá há muito tempo, tanto na arrecadação de ICMS, IDH, geração de empregos, com qualificação diminuindo; você vê a indústria tecnológica não se desenvolvendo. São dados que nos alertam que há algo de errado’, finaliza.







