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Dnit faz monitoramento arqueológico nas obras da BR 285, na Rocinha
As medidas de preservação do patrimônio arqueológico executadas nas obras de implantação e pavimentação da BR-285/RS/SC, entre São José dos Ausentes(RS) e Timbé do Sul, estão trazendo à tona uma parte da história de pessoas que ocuparam a região milhares de anos atrás. Além do resgate do Sítio Arthur Piassoli, realizado em janeiro de 2017, no lote catarinense, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) monitora constantemente as atividades de construção da rodovia, visando localizar evidências arqueológicas não identificadas durante o diagnóstico. As pesquisas são uma das condicionantes do licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e têm a anuência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
De acordo com a arqueóloga da Gestão Ambiental (STE S.A.), Mariana Araújo Neumann, o acompanhamento das frentes de trabalho é desenvolvido prioritariamente nas fases de supressão da vegetação e limpeza do terreno. “Nestas etapas acontece a movimentação de solo que revelará possíveis vestígios arqueológicos”, explica. A equipe monitora também outras atividades como a construção dos bueiros, as fundações dos viadutos e o avanço da terraplenagem, sendo realizada a inspeção visual do solo, dos sedimentos extraídos e dos perfis resultantes (seções verticais). Durante a atividade os profissionais registram – em documentos e fotografias – as datas, as coordenadas da área, o tipo de serviço em andamento e as características dos solos e da ocupação humana no entorno. Ainda que as obras estejam paralisadas no lote gaúcho, vistorias regulares também são realizadas neste segmento.
Até o momento não foram localizadas novas evidências que justificassem a metodologia de escavação arqueológica. “A estrada no trecho da serra possui uma história recente e bem documentada, ainda presente na memória dos habitantes como registram as entrevistas realizadas”, salienta Mariana. Já no trecho do Contorno de Timbé do Sul, devido à presença dos sítios arqueológicos mais antigos, “o monitoramento é importante porque a localização de novas evidências complementaria a compreensão da ocupação da paisagem destas populações”, completa a arqueóloga.
Fonte: Assessoria de Imprensa






