Segurança
Duplo homicídio: Karol foi morta por vingança e Gabriela por queima de arquivo
DIC de Araranguá deu detalhes do crime que chocou Araranguá e região e inquérito policial foi concluído e remetido à justiça na última sexta-feira (20)
Na última sexta-feira, dia 20, o delegado Jair Pereira Duarte, coordenador da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá, concluiu o inquérito policial sobre o duplo homicídio registrado no início deste mês, em Araranguá, que vitimou Karoline de Souza, a Karol, de 24 anos, e Gabriela Silva Rocha, de 21. “Os dois presos foram indiciados por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver”, esclareceu a autoridade policial, salientando que ainda há pessoas para serem ouvidas e laudos periciais para serem concluídos.
Segundo o coordenador da DIC, o inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário (PJ) na última sexta-feira e a decisão ficará a cargo do Ministério Público (MP), que irá analisar o processo. Se o PJ e o MP entenderem que ambos cometeram os crimes, eles irão a Júri Popular.
Karol e Gabriela foram arrancadas da casa onde moravam por volta das 23h do dia 02 deste mês. Na tarde do dia 05, os corpos foram encontrados boiando no Rio Araranguá. Ambas estavam com a boca amordaçada, mãos amarradas e com um corte na parte frontal do pescoço. A arma do crime não foi localizada.
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No dia 12, João Carlos Freitas Júnior, o “Juninho”, de 26 anos, ex-namorado de Karol foi preso na localidade de Morro Chato, em Turvo. Já no dia 18, Patrick Roberto Francisco Fonseca, de 27 anos, foi preso em uma residência em Santa Rosa do Sul. Juninho e Patrick são amigos há anos.
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Karol estava sendo ameaçada há mais de um mês
Conforme apontou a investigação, Karol estava sendo ameaçada há mais de um mês pelo ex-namorado Juninho, que após o desentendimento, rompeu a tornozeleira eletrônica e iniciou as ameaças. Ela recebeu várias mensagens com ameaças graves, porém não procurou pela delegacia para registrar o caso.
Para o delegado, o crime poderia ter sido evitado. “A vítima foi ameaçada por diversas vezes e acabou optando por não procurar ajuda da delegacia. Ao ouvirmos tais ameaças, após tudo ter ocorrido, percebemos que a situação inspirava um certo cuidado, mas infelizmente a vítima não procurou pela delegacia para evitar isso”, ponderou.
Vítimas caminharam por três quilômetros até serem mortas
Após serem arrancadas a força do imóvel onde moravam, Karol e Gabriela tiveram que caminhar por três quilômetros, entre potreiro e mata, até chegarem nas margens do Rio Araranguá, onde ambas foram golpeadas com uma facada na parte frontal do pescoço, sendo posteriormente jogadas no rio.
Indiciados pegaram carona para deixar o local
Segundo apontou a investigação, após cometerem os crimes de sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver, o indiciado Juninho ligou para um parente pedindo uma carona. Esta pessoa chegou a ser presa temporariamente no dia 12, porém afirmou não ter conhecimento dos fatos e que apenas deu carona à dupla indiciada.
Motivação do crime brutal
O delegado coordenador da DIC, em entrevista, falou que a motivação “seria uma questão íntima entre Karol e Juninho”, mas que não poderia revelar. Devido a essa questão, que corre em segredo de justiça, Juninho resolveu se vingar de Karol. Já Gabriela, foi morta por queima de arquivo.
Depoimentos dos indiciados
Ao serem presos preventivamente, durante o interrogatório Juninho ficou em silêncio. Patrick, que morava próximo da casa das vítimas e que as conhecia, admitiu em parte sua participação. Disse que esteve na casa delas, fez o trajeto a pé, esteve no local, porém não confirmou que esteve no momento das execuções.
Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.






