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Eleição para o Conselho Tutelar de Araranguá não será anulada
O Promotor de Justiça Pedro Lucas de Vargas, da 1ª Promotoria de Justiça de Araranguá, em entrevista concedida hoje (21), ao radialista Saulo Machado, declarou que foi indeferida a representação que pedia a anulação da última eleição para o Conselho Tutelar de Araranguá, ocorrida no dia 06/10, apresentada por alguns candidatos derrotados que alegavam irregularidades no pleito. Dentre elas, a formação de grandes filas – que desestimularam o seus eleitores – e o direcionamento de eleitores até o local de votação.
Após a manifestação do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) de Araranguá, e do Centro de Apoio Operacional da Infância do Ministério Público – órgão de auxílio aos Promotores em questões relacionadas à infância e juventude – o MP concluiu que, embora algumas falhas tenham ocorridas, estas não são suficientes para a anulação da eleição.
“Não há como mensurar se o eleitor do candidato “A”, “B” ou “C” deixou de votar por causa das grandes filas. Se a eleição tivesse sido realizada no maior local de Araranguá, as filas ocorreriam do mesmo modo, pois o Tribunal Regional Eleitoral disponibilizou apenas 10 urnas para Araranguá. Também não há, na documentação apresentada pelos candidatos, nenhuma comprovação de fraude”, declarou o Promotor.
Contra essa decisão cabe recurso ao Conselho Superior do Ministério Público, em Florianópolis, no prazo de dez dias.






