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Entidades da AMESC se posicionam contra lockdown na região
Diante a iminência de um novo decreto de lockdown pelo governo do Estado de Santa Catarina e prefeituras municipais da AMUREL, AMREC e AMESC, associações e entidades da AMESC emitiram na tarde desta terça-feira (09), “carta aberta à sociedade” para se posicionar contra um possível lockdown na região. O grupo liderado pela ACIVA (Associação Empresarial do Vale do Araranguá e do Extremo Sul Catarinense), com apoio de mais 18 entidades, solicita que as autoridades avaliem de maneira individual a realidade da região.
Conforme a carta, este não é o momento para restringir horários de funcionamento, nem mesmo fechar estabelecimentos no Vale. “É preciso entender que cada região possui sua realidade e cultura, sendo assim, tais características precisam ser interpretadas e respeitadas. Na região do Extremo Sul Catarinense, diferente dos maiores centros do estado, a restrição de atividades e horários pode ir na contramão da prevenção, isso porque quando o horário de funcionamento é reduzido a população fica restrita para frequentar os estabelecimentos durante o curto período em que estes se encontram abertos, gerando ainda mais aglomeração do que se tivessem em períodos estendidos de atendimento”, diz o documento.
As entidades ressaltam ainda que “outra situação que já foi observada é que enquanto os estabelecimentos encontram-se fechados, as pessoas buscam outras alternativas para o lazer. E são nestes momentos que surgem muitas festas clandestinas e aglomerações indevidas”.
Pedem empenho e rigor na fiscalização, “aos agentes de fiscalização, como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e as Forças Armadas, como por exemplo em nossa região o 28º Grupo de Artilharia de Campanha do Exército e em parceria com o Ministério Público, as ações de fiscalização constantes e regulares – não só nos períodos críticos – das festas, aglomerações desnecessárias e atividades clandestinas, bem como das empresas que descumprirem os procedimentos e decretos vigentes de combate à pandemia, aplicando efetivamente as multas e sanções divulgadas previamente”.
Além disso, lembram que a maioria das empresas é de pequeno porte, microempreendedores individuais e autônomos, portanto não registram aglomeração de clientes e não têm condições econômicas para suportar um novo fechamento, diferente de grandes empresas de centros maiores. “Além disso, a maioria de nossos empresários têm respeitado e cobrado de seus colaboradores e clientes todas as medidas sanitárias para combater a proliferação do COVID”.
Ainda no documento, as entidades propõem a adoção de 12 medidas pontuais que poderiam ser adotadas pelas autoridades para controlar a proliferação do COVID-19, mantendo as empresas abertas, sem gerar maiores prejuízos à região. “As entidades que subscrevem esta carta colocam-se à disposição para a discussão destas sugestões, além de outras, e de forma concreta se compromete a reforçar junto a seus associados, e respectivos funcionários, ações preventivas ao contágio. Reiteramos ainda: nas empresas, os trabalhadores estão cumprindo os protocolos de saúde e estão menos suscetíveis ao contágio do vírus, do que fora delas”, destaca.
A carta será enviada às 15 prefeituras da região, bem como ao governo do estado, além da imprensa regional e sociedade como um todo.






