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Famosa “Árvore do Manhoso” é novamente alvo de vândalos
A famosa Árvore do Manhoso, da espécie (Ficus luschnatiana), conhecida como “Mata-Pau”, curiosa por ser “oca”- com espaço suficiente para que uma pessoa acesse seu interior -, localizada às margens do Rio Araranguá, na localidade de Manhoso, sofreu um ato de vandalismo na última semana. Um “desocupado” – ainda não identificado -, em uma atitude imbecil marcou a árvore com a letra “J”.
Diante a situação e polêmica gerada, o biólogo de Araranguá, Carlos Daniel Wrasse, em parceria com Marlon Emerim e Dani Silvano, entraram em contato com o Departamento de Turismo e se voluntariaram para restaurar a área danificada. Com a permissão da diretoria de Turismo de Araranguá, um competente trabalho de restauração foi realizado no dia 24.
Infelizmente, na manhã de hoje, sábado (27), o diretor do departamento de Turismo de Araranguá, Giovani Rosa, foi informado sobre um novo ato de vandalismo: um indivíduo arrancou o “curativo” e depredou a árvore em outra parte. “Eu estava em casa e uma das voluntárias que fez a restauração entrou em contato comigo e me informou. Eu fui até o local, é uma situação desagradável; novas cascas da árvore foram arrancadas. Ficamos chateados, não sei se essa é uma ação de perseguição ao governo, à minha pasta ou até a mim, que tanto busco desenvolver o turismo araranguaense”, falou.
Uma reunião deve acontecer para debater o problema e tomar as devidas providências. Segundo Gica, talvez um boletim de ocorrência seja registrado. “Em um primeiro momento não temos nenhuma ação planejada para evitar esses atos de vandalismo. Na segunda-feira eu terei uma reunião com o prefeito para debater quais as medidas cabíveis e escolher uma alternativa para resolver o problema”, disse o diretor.
Segundo o diretor, um projeto está sendo montado para valorizar a árvore. “Temos uma parceria junto da Unesc que já avalia o que pode ser feito no local para que ele de torne mais atrativo ainda. Pensamos em montar uma estrutura para receber melhor os visitantes; com bancos, lixeiras, iluminação na árvore. Esse local se tornou um ponto turístico da cidade e não vamos nos abater com essas práticas lamentáveis.”, finalizou.
A ação pode ser considerada crime ambiental e depredação de patrimônio público
De acordo com o artigo 49 da Lei 9.605/98, é considerado crime ambiental “destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia”. A pena prevista para esse tipo de infração é de três meses a um ano, sendo sujeito a multa. No caso de crime culposo, a pena é de um a seis meses.
A infração também pode ser considerada crime de depredação de patrimônio público, como previsto no Código Penal. A pena prevista é de um a seis meses de detenção.







