Segurança
Festa clandestina deixa rastro de lixo na praia de Ilhas
Evento ilegal aconteceu na madrugada de sábado para domingo no Balneário de Ilhas
O dicionário vai nos dizer o que a palavra farra significa: uma festa alegre e excessivamente animada. Foi isso mesmo que aconteceu no último fim de semana no Balneário de Ilhas, em Araranguá, onde Nativos da localidade constataram que a praia foi palco para uma grande festa clandestina, realizada por um grupo de amigos.
Transitando com veículos tração 4×4 pelas dunas, cometeram crime previsto no artigo 38-A da Lei de Crimes Ambientais, com pena prevista de 1 a 3 anos de detenção. Por promoverem aglomeração, descumpriram o decreto estadual de isolamento social, devido à pandemia.
Outra marca negativa da farra para o meio ambiente, foi a grande quantidade de lixo deixado na faixa de areia, como latas e garrafas de bebidas alcoólicas e energéticos, encontradas pelos moradores na manhã de domingo. Os responsáveis poderão ser punidos com multa administrativa de no mínimo R$5 mil, conforme artigo 62 do Decreto nº 6.514/2008.
De acordo com um dos moradores que preferiu não se identificar, a folia aconteceu no sábado. “Eu costumo pescar a noite e quando saí, por volta das três horas da manhã, eles já estavam lá. Eram mais de 100 carros na beira-mar, com som alto, atrapalhando a pesca e sujando o local. Eu acho que por não ter um local para festa eles aproveitam o baixo movimento nas praias para curtir e acabar com o meio ambiente”.
Em uma postagem no Instagram de um grupo de Jipeiros, eles alegam que foram julgados pela prática. “Teve um encontro noturno com uma turma num local de difícil acesso, em Balneário de Ilhas, no qual foi deixado muito lixo para trás. No dia seguinte uma turma de Jipeiros ‘foram’ ao local e limparam, pois levaram a culpa por tal ocorrido. A regra número um dos Jipeiros é que cada um é responsável pelo seu próprio lixo”, diz a postagem.
Procurada, a prefeitura de Araranguá, por meio da assessoria de comunicação afirma que o paço municipal não tinha conhecimento do fato e que levaria essa situação ao conhecimento da Polícia Militar para que uma estratégia seja montada para que não ocorram fatos semelhantes.
O 19º Batalhão de Polícia Militar não tem registro de nenhuma ocorrência do tipo. O comandante, Tenente-coronel Ronaldo da Silva Cruz afirmou que a corporação atua de forma preventiva e repreensiva. “Quando ficamos sabendo antecipadamente do fato nosso papel é entrar em contato com os organizadores, salientando as devidas advertências cabíveis. Quando somos acionados e a festa já está acontecendo vamos ao local e acabamos com a festa. Somente agimos quando temos conhecimento”.









