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Homem que tentou matar a ex-companheira na frente do filho é condenado a 19 anos de reclusão

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Na manhã desta quinta-feira, dia 28, sentou no banco dos réus no Fórum de Araranguá, Éliton Luís Ferreira de 29 anos. Ele foi acusado de dupla tentativa de homicídio, crime ocorrido na madrugada do dia 26 de julho de 2018, em Balneário Morro dos Conventos, em Araranguá, quando por volta das 03 horas, segundo a acusação, Éliton arrombou uma janela de um dos quartos, entrou e na posse de uma faca desferiu vários golpes em de Andrea Portella Nunes Lorencini (ex-companheira), entre eles, no pescoço que a deixou em estado grave.

Gilberto Maciel, ex-marido de Andrea que dormia num quarto ao lado junto com o filho de 12 anos, ouviu os barulhos e partiu para cima do agressor e também foi esfaqueado. O menino presenciou a mãe ensanguentada e pediu para Éliton parar de machuca-la.

Após esfaquear as vítimas, Éliton fugiu e foi para casa, que fica próximo do local do crime, tomou um banho e deitou-se na cama. A Polícia Militar foi informada sobre a autoria do crime e se deslocou até a casa do suspeito que foi preso em flagrante.

O júri iniciou por volta das 10 horas e pela manhã foram ouvidas as vítimas e o réu. Já a tarde aconteceu os debates entre defesa e acusação. Andrea relatou que ficou com sequelas devido aos golpes de faca desferidos em seu rosto e pescoço e Gilberto que foi golpeado na cervical, também alegou que ficou com sequelas decorrentes da tentativa de homicídio.

O réu que foi acusado pela tentativa de homicídio triplamente qualificado de Andrea e de homicídio tentado qualificado de Gilberto, alegou em depoimento inocência. Afirmou que não foi o autor dos golpes de faca, pois estava em casa dormindo.

Após nove horas de julgamento, a juíza Letícia Pavei Cachoeira leu a sentença e Éliton que está preso desde o dia do crime, foi condenado a 19 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado. Os jurados entenderam que houve a tentativa de homicídio triplamente qualificado de Andrea, tendo como qualificadoras o motivo torpe (ciúmes e inconformismo pelo fim do relacionamento), o emprego de recurso de dificultou a defesa da vítima (ela dormia quando iniciaram as agressões) e feminicídio, com majorante, uma vez que o crime foi praticado na frente do filho da vítima, na época com 12 anos. Já pela tentativa de homicídio contra Gilberto, os jurados desqualificaram o motivo torpe, sendo ele condenado por tentativa de homicídio simples.

O advogado de defesa, Leandro Pereira Gonçalves informou que vai recorrer da sentença. O júri foi presidido pela Juíza, Dra. Letícia Pavei Cachoeira, tendo como acusação o Promotor de Justiça, Dr. Gabriel Ricardo Zanon Meyer e na defesa, os Advogados Leandro Pereira Gonçalves, Ricardo Nunes Graciano e Giuseppe Dal Pont.

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