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Saúde

Médica relata cura de pacientes tratados precocemente contra a Covid-19

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Atualmente a região do Extremo Sul Catarinense já somou 3205 pacientes que foram contaminados pelo novo Coronavírus, onde 2180 já são considerados curados da doença. Mesmo sendo um problema de saúde novo e que surpreende estudiosos, a médica Cynthia Etchandy, médica Intervencionista do SAMU e Diretora Técnica do Hospital Nossa Senhora de Fátima em Praia Grande, acredita que o tratamento precoce, ou seja, logo no início dos sintomas é o que traz mais resultados satisfatórios.

Um exemplo disso é um paciente de 81 anos – que não teve o nome revelado por conta do sigilo médico -, que ficou 10 dias internados no Hospital de Praia Grande e saiu curado da unidade hospitalar, vencendo o coronavírus. “Logo que ele positivou para a Covid-19 a família o levou ao hospital, já que contava com histórico de problemas no pulmão. Ele ficou 10 dias em tratamento e saiu curado. Ele quase precisou ser entubado para obter melhora, mas o colocamos diariamente em pronação ativa (posição de bruços) e ele acabou não precisando usar o tubo e ventilação mecânica”, conta.

Até o momento, nenhum paciente que passou pela Hospital Nossa Senhora de Fátima precisou ir para a UTI. “Com o tratamento precoce conseguimos evitar mortes, não temos dúvida disso. Logo que iniciar os sintomas, antes mesmo do resultado vir positivo ela deve procurar um profissional de Saúde e iniciar o tratamento”, destaca.

Tratamento domiciliar

Uma das inovações que Cynthia resolveu colocar em prática foi o tratamento domiciliar, onde ela atende positivados que precisam de um pouco mais de atenção. “Eu faço esse serviço há quase dois meses. Um dos meus pacientes em domicílio começou a fazer o tratamento no terceiro dia de sintomas e cinco dias depois do início do tratamento ele estava assintomático e recebeu alta 3 dias depois. Essa ideia surgiu a partir do momento em que ouvi muitas pessoas que testaram positivo para a Covid-19 estavam se sentindo abandonas e sem atenção. Já passaram 23 pacientes por mim, de diversos municípios, como Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Içara, Sombrio”.

Vocação para salvar vidas

Cynthia relata que em meio ao medo o seu chamado profissional fala mais forte e a encoraja. “Eu acho que eu como médica preciso fazer a diferença. Eu sei que o meu conhecimento pode salvar vidas. Eu continuo me cuidando; eu ainda não me contaminei, mas tomo todos os cuidados e testo semanalmente”.
Segundo a médica, ela precisa conciliar a vida de mãe, médica e cidadã. “Eu não sei o que seria se eu não tivesse a minha mãe. Eu quando saio dos atendimentos passo em casa, todo banho e pego a minha filha pequena. O apoio familiar no combate ao Novo Coronavírus faz toda a diferença”.

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