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Moradores da Urussanguinha convivem há décadas com esgoto a céu aberto

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O problema não é de hoje e se arrasta há muito tempo, continuando na mesma situação há pelo menos 30 anos. Estamos falando da situação vivenciada pelos moradores da Rua Anastácio João de Souza, no bairro Urussanguinha, em Araranguá, onde entre o fim da Avenida Capitão Pedro Fernandes com a Rua Anastácio João de Souza, atrás das residências, existe um verdadeiro esgoto a céu aberto; um risco para a saúde da população que convive diariamente com o forte cheiro do local.

De acordo com a Ana Maria Rafael Alves, que mora no local há 10 anos, esse problema se arrasta e nada foi feito. Há quatro anos, segundo ela, os moradores estão lutando para resolver a ‘novela mexicana’. “Convivemos diariamente com esse cheiro insuportável, é desleal isso com o cidadão. Nós procuramos a Prefeitura e o Samae e até agora nada foi feito por nós. Os moradores se uniram e formaram uma comissão para debater essa situação desumana. Isso é histórico, porém, com o aumento gradual da população, a situação piorou e o cheiro aumentou e ficou tudo insustentável”, falou.

O dilema também é visto de perto por Maria das Graças dos Santos Silva, nascida e criada na rua do bairro Urussanguinha. “Eu sou prova viva desse problema. Nossos governantes que estão atualmente com a caneta na mão não fazem nada por nós. Desconheço quem é Mariano Mazzuco, Hilson Sasso e Daniel Viriato. Nesses quatro anos nunca vieram aqui ver essa realidade e resolver o problema”, disse.

Rita de Cássia afirma que bichos entram dentro das residências. “Isso é muito complicado. Já entraram ratos, baratas, aranhas e lagartos dentro da minha casa. É terrível isso”, enfatizou.

Além disso, Ana afirma que o cheiro fica mais intenso quando é da Estação de Tratamento de Esgoto – atrás na Câmara de Vereadores, nas proximidades do esgoto a céu aberto. “Será que ninguém sente esse cheiro? Nem os vereadores? É horrível conviver com isso. O diretor do Samae disse que não sente o cheiro, mas convido ele para se hospedar aqui”, disse.

Samae se manifesta

O diretor geral do Samae, Hilson Sasso confirmou a situação. “Existe muita tubulação pluvial que acaba desembocando ali, muitas vem do Centro, da Urussanguinha. Em Araranguá, muitas casas têm o esgoto cloacal (de banheiro) ligado na rede pluvial, isso é uma prática muito rotineira. O nosso pedido é que as pessoas façam as ligações corretas de suas casas; já temos uma estação de tratamento, só que muitas casas ainda não fizeram a ligação”, afirmou.

Conforme Sasso, o problema realmente existe e o Samae está fazendo a sua parte. “Todos esses bairros nas proximidades contam com a possibilidade de ligação da rede esgoto cloacal; a nossa parte estamos fazendo, mas a população precisa se conscientizar. Sabemos que existe o cheiro, o cheiro não é todos os dias, por isso, em uma oportunidade ,falei que não havia cheiro porque não senti”, disse.

O diretor geral ainda afirma que o cheiro é oriundo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). “Tivemos alguns problemas, mas estamos resolvendo isso e será o próprio Samae que fará a gestão da ETE”, finalizou.

Segundo o Portal Tratamento de Água, a Estação de Tratamento de Esgoto entrou em funcionamento no final do ano de 2016, sendo gastos quase R$ 2,4 milhões.

 

ETE I

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