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Mulher acusada de matar namorado e enterrar corpo no Arroio irá a Júri na próxima terça

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Após o homicídio ocorrido em dezembro de 2015, a mulher, com ajuda de seu pai, levou o corpo do rapaz até Arroio do Silva e o enterrou em uma vala, em local de difícil acesso

Está marcado para a próxima terça-feira, dia 19, no Fórum da Comarca de Forquilhinha, o Júri Popular da dentista Jaqueline Amboni, de 33 anos, que confessou ter assassinado o namorado Valcionir da Rosa, de 26 anos, em 7 de dezembro de 2015, em seu apartamento, em Forquilhinha.

Devido à grande repercussão do caso na região, a juíza Luciana do Nascimento Lampert, titular da Vara Única da Comarca, tomou algumas precauções para que os trabalhos ocorram da forma mais ordeira possível e, através de uma ordem de serviço, determinou a distribuição de senhas para familiares da vítima e da acusada, acadêmicos de direito, imprensa e população em geral.

“Estamos nos organizando da melhor forma possível para que todos possam assistir ao Júri, nem que seja por alguns minutos, devido à grande procura pelas senhas”, afirmou o secretário do Foro da Comarca de Forquilhinha, Ivan Angelo Thomas. A sessão está marcada para iniciar às 8h30min.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a ré, motivada pelo desejo de colocar um fim no relacionamento conturbado e também de se vingar de uma discussão ocorrida no dia anterior ao crime, teria assassinado o namorado com golpes de faca.

Ainda na fase de Inquérito Policial, em vídeo de depoimento à polícia, a dentista contou como matou o namorado. Ela afirmou que tentava se defender dele. “Ele me bateu e pegou nos óculos, e aí machucou a mão dele. No que ele foi olhar a mão, eu dei um chute no meio da perna dele, saí correndo, fui na cozinha pegar uma faca e fui me trancar para dentro do quarto. Só que é tudo muito perto, não deu tempo de chegar no quarto, ele já estava atrás de mim”, relatou em depoimento à polícia. “Ele ligou a televisão e colocou num canal pornográfico. E ali eu fiquei num canto, encolhida. Daí ele assim: ‘agora é a nossa vez!’, e pegou e veio pra cima de mim”, revelou. A dentista disse que Valcionir batia nela com frequência e já tinha prestado queixa à polícia. “Aí ele veio, daí eu dei umas facadas nele. Ele, mesmo esfaqueado, veio para cima de mim. E aí eu dei mais algumas, não sei quantas, e aí ele ficou caído ali entre a porta do banheiro e o meu quarto”, continuou. Jaqueline afirmou que não premeditou o homicídio. “Foi na hora, para me defender”, disse.

Após o homicídio, a mulher, com ajuda de seu pai, levou o corpo do rapaz até o município de Arroio do Silva, a 40 km de distância do local do crime, e o enterrou em uma vala, em local de difícil acesso. O pai da dentista afirmou em depoimento à polícia que a ajudou com o corpo: “‘O que é que tu queres fazer, minha filha?’ Diz ela assim: ‘ah, pai, eu queria tirar o corpo de lá, queria dar um sumiço’. Pegamos as cobertas, enrolamos ele para cima das cobertas e puxamos. E aí conseguimos colocar ele no carro”, contou.

Um ano e meio após o crime, em abril de 2017, e já apontada como autora após investigação pelo desaparecimento do homem, a ré confessou o homicídio. Foi ela mesma quem levou a polícia até o local onde a ossada estava enterrada, em uma jazida de areia, em Arroio do Silva, quase divisa com Araranguá. “Até para eu sair dessa angústia, para eu voltar a viver. Porque já desde então, desde antes eu já não tenho mais vida. É remédio para dormir, é remédio para acordar, é remédio para comer”, disse a dentista.

O pai da acusada responde pelo crime de ocultação de cadáver, mas em processo separado.

Mais informações sobre a retirada das senhas podem ser obtidas na Secretaria do Foro da Comarca, das 13 às 19 horas, até a próxima segunda-feira, dia 18.

Fonte: C1

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