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Segurança

Mulher que congelou a própria filha recém nascida é condenada a mais de 21 de prisão

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Moradora do interior do município de Sombrio, Elisângela de Santana Barbosa Martins de 38 anos, foi julgada e condenada a mais de 21 anos de prisão. O júri popular aconteceu durante todo o dia de ontem, sexta-feira (27/10) no fórum da comarca de Sombrio e era um dos mais esperados dos últimos anos.

A ré foi acusada de homicídio triplamente qualificado contra um bebê recém- nascido. O julgamento foi presidido pelo juiz da 2ª Vara Criminal Evandro Volmar Rizzo, tendo como representantes do Ministério Público os promotores Guilherme Luís Dutra e Pedro Luís Vargas e na defesa a advogada Aline da Silva Machado Joaquim.

Elisângela aguardava julgamento em liberdade, acusada pelo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e sem chance de defesa à vítima) da própria filha recém-nascida.

O crime aconteceu em 2014, em Sombrio, quando a criança logo após nascer foi colocada em sacos plásticos e jogada dentro de um freezer pela mãe. Na época, a mulher que era viúva e tinha dois filhos, passou a ter um relacionamento amoroso com o amigo do filho, de 16 anos. A relação era mantida em sigilo devido a diferença de idade e a proibição do filho, que não aceitava a mãe se envolvendo com outro homem.

A mulher escondeu a gravidez e na véspera do parto, após sentir o rompimento da bolsa, dirigiu-se ao banheiro, sentou-se no vaso sanitário e pariu o bebê ali mesmo.

Segundo o Ministério Público “Após ter dado à luz, de forma cruel e desumana, fazendo uso de uma faca de cozinha, Elisângela cortou o cordão umbilical que a ligava ao bebê e, utilizando-se de meio cruel e de artifícios que tornaram impossível a defesa da vítima, enrolou a criança em três sacolas plásticas, dando nós em todas elas e, como se fosse um objeto qualquer, levou a indefesa criança, ainda viva, ao freezer de sua residência”.

Durante a manhã de ontem, foi explanada detalhadamente toda a linha de acusação, e a defesa apresentou o crime como infanticídio, alegando que a mulher teria agido motivada pelo estado puerperal. Mesmo com a ampla defesa, o júri decidiu pela condenação e a pena foi de 21 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. A defesa vai recorrer e durante esse tempo a mulher aguardará em liberdade.

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