Saúde
Novo foco de dengue é encontrado em Araranguá
O Programa de Controle a Dengue da Secretaria Municipal de Saúde de Araranguá, encontrou um novo foco de mosquito da dengue. Este é o 18º foco do ano, sendo registrado no bairro Coloninha.
O Coordenador do Serviço de Endemias, Joélcio Anastácio, informa que os trabalhos de delimitação do foco, que consiste na visita dos agentes em todos os imóveis dentro de um raio de 300 metros, já foram iniciados na quinta-feira, dia 02.
”Foi constatado que é área com muitos terrenos baldios e que estão sendo utilizados para depósitos de entulhos e lixos, situação que prejudica a busca pelos resultados de controle do vetor, em razão dos depósitos de água que são descartados nestes ambientes”, destaca Joélcio.
O Coordenador ainda ressalta, a necessidade da comunidade tomar consciência da sua ação irresponsável, pois acaba por colocar em risco a saúde da coletividade. Neste sentido, o programa estará encaminhando para a Secretaria de Planejamento, um pedido para que os proprietários destes imóveis, sejam identificados e notificados para providenciar a limpeza imediata.
” Tendo em vista a chegada do verão, estação de temperaturas elevadas, faz acelerar ainda mais, o processo do ciclo de desenvolvimento do mosquito, ou seja, aumenta a sua proliferação”, concluiu.
Conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), da Secretaria de Estado da Saúde. O ano de 2021 tem registrado altos índices de contaminação pela dengue em Santa Catarina. Somente neste ano, mais de doze mil catarinenses foram contaminados pela doença, superando o que foi registrado em todo ano passado.
Sinais e sintomas
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.
Transmissão
O mosquito Aedes aegypti pode transmitir três doenças: dengue, zika vírus e chikungunya. “A melhor estratégia de prevenção dessas doenças continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água. O cenário do estado só reforça que as medidas de prevenção são necessárias e fundamentais para evitar novos casos e até óbitos”, destaca Ivânia Folster, gerente de zoonoses da DIVE/SC.
A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. Ela escolhe mais de um local para realizar cada postura, o que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários recipientes no mesmo ambiente. Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente. O mosquito adulto surge num ciclo de, aproximadamente, sete dias.
Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:
– evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
– guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
– mantenha lixeiras tampadas;
– deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
– plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
– trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
– mantenha ralos fechados e desentupidos;
– lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
– retire a água acumulada em lajes;
– dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
– mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
– evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
– denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
– caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.






