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Segurança

Organização criminosa que comandava o tráfico no Buraco Quente é condenada

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Somada as penas dos envolvidos são mais de 60 anos de prisão

Uma organização criminosa, que atuou durante anos na Vila Samaria, mais conhecida como “Buraco Quente”, localizada no Centro de Araranguá, foi desmantelada em maio do ano passado, após investigação da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá, presidida pelo delegado Lucas Fernandes da Rosa.

Quatro pessoas da mesma família foram indiciadas na época pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. Todos foram condenados e somada as penas, os números ultrapassam os 60 anos, em regime fechado.

Ediclésio Lopes, mais conhecido como “Nego Edi”, foi apontado no Inquérito Policial presidido pelo coordenador da DIC, como o chefe da organização criminosa. Conforme a investigação, era ele que levava o negócio da narcotraficância em família com mãos de ferro e não permitia que outros traficantes fornecessem entorpecentes para o local, somente a droga fornecida por ele podia entrar na Vila Samaria. Ele foi condenado a 18 anos e dois meses de prisão.

Alessandra de Assunção Lopes, irmã do “Nego Edi”, vendia a droga fornecida pelo irmão dentro do “Buraco Quente” e ela foi condenada a nove anos de prisão. Outro irmão, Cleidemar de Assunção Lopes também vendia a droga fornecida pelo patrão do tráfico e foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão. Já André Luis de Assunção Lopes, outro irmão envolvido também foi preso e condenado a 11 anos de prisão.

Juliano Spido dos Santos, mais conhecido como “Rato”, foi apontado no IP como o braço direito de “Nego Edi”, mas não pertencia a família. Ele foi condenado a 8 anos de prisão.

“Essa organização criminosa era voltada ao tráfico de drogas. Ficamos felizes com o resultado do nosso trabalho, que culminou com a condenação exemplar desses indivíduos”, ponderou o delegado Lucas, ressaltando a brilhante atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário de Araranguá, que fizeram justiça.

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