Segurança
Passados quase 11 anos, família ainda busca por caminhoneiro desaparecido
Araranguaense desapareceu em abril de 2008 no Nordeste
“Esta foi a primeira vez em quase 11 anos, que algo mais próximo do meu irmão, chegou até nós!”. Assim falou Maria Lúcia Aguiar de 39 nos, ao entrar em contato com a reportagem do Portal agora!, após ler uma matéria sobre um caminhão com placas de Araranguá que teria sido encontrado no Sergipe, com placas clonadas.
Malu, como é conhecida, é irmã de Rogério A. Felisberto, desaparecido desde abril de 2008. “Meu irmão era caminhoneiro, casado e pai de dois filhos. Ele saiu de Araranguá no dia 03 de abril de 2008, em um Ford Cargo de cor branca, parecido com aquele da reportagem (21/01/2019), tendo como destino a região nordeste. Na noite do dia 13 de abril – por telefone -, ele conversou com minha cunhada, dizendo que transportaria leite de Goiás para Bahia e, desde então nem uma notícia; nem documentos, nem celular, nem caminhão, nem meu irmão”, contou Malu, que ainda tem esperanças de encontrar uma pista que leve ao paradeiro de Rogério.
No nordeste, Rogério saiu da empresa carregado de leite, por volta das 06h30min do dia 14. “É muito estranho, pois nada foi encontrado nesses quase 11 anos. Apenas uma multa por excesso de velocidade em lombada eletrônica. Registramos Boletim de Ocorrência, fomos atrás de informações, mas ele, o caminhão e a carga evaporaram”.
Malu contou que a mãe morreu há dois anos, sem perder a esperança de encontrar Rogério com vida. “Meu irmão tinha 37 anos na época do desaparecimento e era muito apegado na nossa mãe. Ela morreu acreditando que ele esteja vivo e essa esperança, nós carregamos em nossos corações”.
Ao ler a matéria que foi ao ar dia 21 de janeiro: “Caminhão clonado com placas de Araranguá é recuperado em Sergipe”, onde falava de uma quadrilha e da recuperação de caminhões roubados e recuperados em cidades dos estados da Bahia e Sergipe, Malu disse voltou a ter esperança. “Como o caminhão Ford Cargo branco e placas MEF 2226 que meu irmão dirigia, nunca foi encontrado, ao ver aquela notícia no Portal agora, pensei que pudesse ser o caminhão do meu irmão, ou até mesmo as outras peças de caminhões roubados e desmanchados poderiam ser dele”, finalizou Malu, que ainda busca respostas.
Quem tiver qualquer informação que leve ao paradeiro de Rogério A. Felisberto, hoje com 47 anos, pode entrar em contato (48) 996630302 e falar com Malu e, claro com a polícia.







