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Segurança

Polícia Civil deflagra operação “Rota Proibida”

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Policiais Civis de Santa Catarina e Rio Grande do Sul atuaram na operação contra roubo interestadual de veículos

 

A Polícia Civil realizou na manhã desta segunda-feira, dia 27, uma operação policial denominada “Rota Proibida”, que investiga uma quadrilha interestadual de roubo de veículos. Policiais civis cumpriram nove mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão em Canoas, Gravataí e Charqueadas, no Rio Grande do Sul, com a participação de 56 policiais, e em Içara e Araranguá, com a participação de 35 agentes. Pelo menos oito pessoas foram presas, sendo que três foram detidas.

Conforme o delegado Rafael Iasco, os trabalhos começaram por volta das 06h30min e já no início da manhã, duas pessoas foram presas em Içara e outros seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na região.

Em Araranguá, segundo o delegado Lucas Fernandes da Rosa, a Divisão de Investigação Criminal, cumpriu mandado de busca e apreensão e prendeu temporariamente um homem morador do bairro Santa Bárbara. Este homem havia sido preso no último dia 09, em casa. Naquela ocasião, pelo menos três veículos com registro de furto ou roubo foram encontrados desmanchados nos fundos do imóvel do acusado.

O grupo, comandado por presidiários, realizava, em média, dois roubos semanais. Os veículos roubados eram enviados para Santa Catarina, onde eram clonados e revendidos por até R$ 6 mil.

Durante os três meses de investigação da operação Rota Proibida, a Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) descobriu uma rota entre Canoas e Santa Catarina. O delegado Thiago Benemann diz que dois irmãos se aliaram a um criminoso catarinense, morador de Criciúma, o qual era o responsável pelas encomendas e está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Além deles e do casal que realizava os roubos, há mais três receptadores e um responsável pela clonagem envolvidos.

O casal foi reconhecido por fotos em 15 ocorrências. Eles recebiam ordens dos dois irmãos já presos e roubavam somente carros solicitados pelos clientes. Tudo funcionava por encomenda, e todas tinham origem em Santa Catarina.

Conforme informações, o esquema funcionava entre os dois Estados devido à parceria estabelecida entre os irmãos e o criminoso catarinense. Após os roubos, os veículos eram encaminhados para SC e revendidos por até R$ 2 mil. Após serem clonados, eram encaminhados e vendidos por até R$ 6 mil para os clientes.

Fotos – Polícia Civil

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